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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Frango ao leite de Jamie Oliver


Deveria odiar esta receita do Jamie Oliver. Nem deveria ter comido este frango e muito menos ter gostado dele. Mas não consigo odiar e muito menos detestar. Mesmo depois de uma bela queimadura no rosto... não consigo dizer que este frango é magnifico. Delicioso. Desfaz-se na boca de tão suculento que é. Super aromático. Então cozido no forno a lenha adquiriu um sabor único.
De facto não dá para esquecer... deixou marca! 





Ingredientes:

1 frango
Sal q.b.
Pimenta preta moída na hora
Azeite
1 pau de canela
1 mão cheia de folhas de salva fresca
Raspa de 2 limões
10 dentes de alho com casca
1/2 l de leite

Fiz assim:

Num tacho de barro deitei  1 dedo de altura de azeite e aqueci. Deitei o frango e dourei de todos os lados (foi aqui que aconteceu o acidente). 
Retirei o frango e deitei o azeite fora. 
Voltei a deitar o fango dentro do tacho e deitei os restantes ingredientes.
Tapei e levei ao forno a lenha quente mais ou menos por uma hora.

Conclusão;

Acho que a primeira parte é desnecessária (rosar o frango), porque ele adquiu bastante cor no forno. Não sei se foi por ter sido assado no forno a lenha, mas da próxima vez que o fizer vou saltar este passo. Pelo menos não corro o risco de me queimar! ;)

Espero que gostem da sugestão... voltem sempre! <3 font="">
Beijinhos

Fonte: http://www.jamieoliver.com/recipes/chicken-recipes/chicken-in-milk

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Alcatra de borrego no forno a lenha


Este borrego foi feito num dia em que cozi pão no forno a lenha. O que quer dizer que foi à algum tempo. Acho que foi pela páscoa! Oh meu Deus, como ando atrasada! É só para verem como ando sem tempo para me dedicar ao blogue como gostaria. Mas como gostámos tanto e tinha as fotos já tiradas, só tinha que partilhar essa deliciosa alcatra. E como já referi anteriormente, esta carne cozinhada neste alguidar de barro no forno fica deliciosamente suculenta e tenrinha.E esta não foi exceção ainda por mais bem aromática devido às ervas que lhe deitei.  






Ingredientes:

1 kg de borrego - usei 1 perna
Banha de porco
2 cebolas cortadas às rodelas
1 cabeça de alho inteira - descascada da casca branca
1 molho de cheiros -  hortelã pimenta, tomilho, louro e salsa
1 c. de sopa de massa de malagueta
Sal q.b.
1 pau de canela
Bagas de pimenta preta
A mesma quantidade de vinho e de água até cobrir a carne
Umas nozes de manteiga para deitar por cima

Fiz assim:

Barrei o alguidar de barro com banha e deitei no fundo a cabeça de alho, cebola e o pau de canela. 
Dispus a carne e deitei novamente rodelas de cebola. 
Temperei com a pimenta, a massa de malagueta e o sal. 
Deitei o ramo de cheiros por cima e cobri a carne com o vinho e a água. 
Deitei umas nozinhas de manteiga por cima. 
Tapei com folha de alumínio e levei ao forno de lenha a assar durante umas 3 horas.

Espero que apreciem a sugestão e quem sabe ainda a aproveitam para a época natalícia que já está à porta ;)


Beijinhos e obrigada pela visita 


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Coelhinhos de porco no forno a lenha


Ainda sobre o dia de anos do meu marido. Como referi antes fiz um almoço bem caprichado e ao gosto do dele. Aproveitei no dia anterior que cozi o pão no forno a lenha e fiz mais umas "coisinhas" e uma delas foram esses coelhinhos de porco. Posso dizer que ficaram maravilhosos. Já por si é uma carne tenra e sendo assada no forno a lenha dei-lhe um sabor especial. Algo supremo que não se consegue num forno dito normal. Mas como há dias especiais, também há comidas especiais. E como não se pode perder certas oportunidades, essa foi uma delas.




Ingredientes:

4 coelhinhos de porco
1 cabeça de alho descascada e cortada em lâminas
2 folhas de louro
2 c. de sopa de ketchup
2 c. de sopa de mostarda com mel
sal q.b.
vinho branco q.b.
mistura de pimentas moída na hora
azeite q.b.
5 cm de gengibre fresco descascado e cortados em tiras
Massa de malagueta
1 ramo de alecrim
4 cebolas cortadas aos gomos

Batatas para rosar

Fiz assim:

Num tabuleiro de ir ao forno deitei um fio de azeite e dispus os lombinhos de porco. Temperei com os temperos exceto as cebolas e misturei tudo com as mãos. Levei ao frigorífico de véspera para tomar gosto.
Depois de cozer o pão,  dei uma chamada ao forno e deitei o tabuleiro com os coelhinhos de porco e as cebolas tapado com papel de alumínio até ficar assado. Depois retirei a folha de alumínio para rosar por ambos os lados.

No dia seguinte, passei os coelhinhos de porco para outro pirex e aqueci no forno a gás.
À parte cosei batatas cortadas aos quarto na Actifry com uma colher de óleo e dispus à volta da carne e servi.

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos


domingo, 8 de abril de 2012

Folares da páscoa e a passagem dum testemunho

A minha mãe estava deliciada e orgulhosa com o meu desempenho. Ensinou-me todos os truques que devia saber. Amassei. Tendi. Deitei a massa para o forno. Tirei os folares do forno. Tudo o que era preciso. Tivemos tempo até para amassar e cozer pão caseiro. O melhor pão do mundo (pelo menos para mim). Um pão com saúde e com sabor a tradição. Fizemos biscoitos e cozemos no forno a lenha enquanto esperávamos pela massa dos folares.
A minha madrinha apareceu e minha mãe gabou-se. A minha Susana amassou os folares. Amassou a massa do nosso pão. Pôs o pão para o forno e tirou do forno. Ela é jeitosa :) E eu fiquei toda inchada ;) Eu sabia que ela tinha esse desejo, de passar para mim a tradição que já ela herdara da minha avó que por sua vez a recebeu de sua mãe. Mas  a verdade é que enquanto cresci nunca me importei em aprender, pois achava que era um trabalho que não valia a pena. Depois cresci. Casei e mudei-me de terra. Regressei e só agora é que achei que devia aprender todo esse processo de amassar e cozer. Foi bom... muito bom. E faria tudo outra vez hoje. Só não o faço porque é bom demais e depois as roupas começam a ficar apertadas de tão bons que são ;) Mas tenho comido com prazer sem pensar nas consequências. Depois logo vejo ;)
E soube tão bem oferecer folares feito por mim às pessoas mais chegadas. Dar amor em forma de folar. 



1.º fermento - Fermento de milho *

1 kg de farinha de milho
1 c. sopa de sal grosso
Água a ferver

Numa tigela deita-se a farinha de milho. No centro faz-se um buraquinho e deita-se o sal. Adiciona-se um pouco de água a ferver e mexe-se com a colher de pau envolvendo a farinha. Vai-se adicionando água até ficar com uma consistência granulada. A esse processo chama-se escaldar a farinha. Deixa-se arrefecer um pouco de forma a podermos deitar as mãos.
Torna-se a deitar água quente e amassa-se com as mãos apertando a massa com a mão até adquirir uma consistência mole, mas não rala. Deixa-se tapado com película aderente em temperatura normal até levedar. Esse processo faz-se uns dias antes.
É conveniente deixar um pedaço desse fermento para usar numa próxima vez. Sendo assim, retira-se uma pedaço de massa e molda-se com as mãos. Deita-se dentro de um recipiente com tampa temperado com um dente de alho com casca espetado no centro e uma pedras de sal. Esse fermento é guardado no frigorífico durante muito tempo e irá servir para outras massas.
Como fizemos esse fermento de véspera adicionámos um isco de outro fermento feito com uns dias antes.

2.º fermento - Fermento de ovos (para 6 kg de farinha)

6 ovos
6 c. de sopa de açúcar
6 c. de farinha de trigo
6 c. de fermento de milho (do 1.º fermento)*
2 c. de sopa de fermento granulado

Numa tigela bate-se os ovos com o açúcar até ficar bem misturado. Acrescenta-se os restantes ingredientes e mexe-se bem. Esse fermento leveda durante 5 horas. Pode-se começar a amassar a massa dos folares 2 a 3 horas depois. Acabando de fermentar dentro da massa.

Ingredientes para a massa

24 ovos
2 kg de açúcar
6 kg de farinha de trigo
1/2 kg de manteiga Milhafre
3 c. de sopa de banha
1 l de leite quente
1 c. de sopa de sal
Água quente (não precisei a quantidade)
1 cálice de água ardente (que esquecemos de colocar :)

Numa tigela partem-se os ovos. Junta-se o açúcar e bate-se com a vara de arames até ficar tudo ligado a fazer bolinhas.
Num alguidar onde se vai amassar peneira-se a farinha. Faz-se uma cova num lado e deita-se o sal, o fermento de ovos e os ovos batidos com o açúcar e começa-se a misturar com as mãos e envolvendo a farinha aos poucos.
Aquece-se o leite num tacho com a manteiga e a banha até esta derreter (sem ferver). Noutro recipiente aquece-se água.


Sempre a amassar vai-se juntando aos poucos a água (que lavou a tigelas dos fermento de ovos) até a massa ficar ligada. Ao amassar, a massa vai secando e ela própria é que pede mais líquido ou não. Depois vai-se acrescentando o leite com a manteiga. A massa tem que ficar mole e fofa, mas não muito pegajosa. A massa quer ser sovada sem ser aos murros,  sova-se com os nós dos dedos das mãos abrindo as mãos sempre que as levantamos da massa. Uma técnica que aprendi com a minha mãe :)

Depois de amassada, testa-se a sua leveza carregando com um dedo e ao largar a massa deve subir. Quer dizer que já está pronta. Posso dizer que esse processo todo demorou mais ou menos 1 hora. Trabalhoso mas delicioso ;) Depois abafa-se com uma toalha e mantas quentes até a massa levedar.

Autor da foto: Samuel Soares
Depois de levedada, umas 4 horas depois, corta-se pedaços de massa com uma faca e moldam-se as berindeiras. Numa toalha polvilhada com farinha, não muita, molda-se o bolo rodando com uma mão e enrolando a massa para o centro carregando com o polegar até formar uma bola. Depois deita-se a berindeira em cima de folhas de conteira que foram apanhadas na mata pelo meu filho e sobrinho.


Fica assim no tendal por mais um par de horas até levantar mais um bocado.
Antes de ir para o forno faz-se um corte com a tesoura e coloca-se um ovo, ou mais, e cobre-se o ovo com a massa esticando a massa até prender no outro lado. Pincela-se com ovo batido com água para dar brilho e vai a cozer ao forno quente por 1 hora.
Autor da foto: Samuel Soares

Os folares no forno prestes a saírem.


Para muitos de vocês essa descrição não tem interesse nenhum. Mas para mim tem. E aqui deixo registado esse feito com a minha mãe que já à muito ansiava. Não sei se teria coragem para fazer isso tudo sozinha. Há muita técnica que só se adquire com o tempo e experiência. A temperatura do forno. A consistência perfeita da massa. E algumas coisas mais que tenho de aperfeiçoar. Mas aqui fica o principal. A primeira experiência :)

As folhas de conteiras que são conhecidas popularmente por folhas de roca.

Espero que gostem desta minha experiência.

Beijinhos e votos de uma boa páscoa.





sábado, 7 de abril de 2012

Um dia à antiga...

Sexta-feira santa, pela primeira vez pus as mãos na massa! Parece mentira não é? Depois de muitos pães, biscoitos, bolachas, bolos e bolinhos que teem saído da minha cozinha. Mas a verdade é que desta vez foi mesmo ao método tradicional. Desde a preparação dos fermentos. A amassar com as mãos. Tender a massa. O tempo de espera para levedar. O aquecer o forno a lenha. Tudo o processo que faziam os nossos antigos e que minha mãe ainda faz muito bem. E foi com ela que passei o dia inteiro a aprender todos os segredos e procedimentos precisos para fazer folares tradicionais. Um dia só nosso, com muita conversa e cumplicidades que há muito não tínhamos. Um dia em que relembrámos o passado, rimos e chorámos. O resultado foi divinal. Folares feito com carinho para darmos e comermos nessa época festiva. Tal como deve ser.


Hoje não vos deixo receita, porque ainda tenho muitos pormenores que quero registar. E não tenho tempo, pois a páscoa está à porta. E de certo que todos já fizeram os seu folares. Sendo assim passei por aqui para vos desejar uma páscoa feliz. Comam muitos folares e amêndoas, porque agora é que sabem bem... e logo fazemos dieta! ;)

Feliz páscoa

A receita não tardará a aparecer por aqui ;)


Beijinhos