Chegando o fim de semana, o que mais ouço cá em casa é - O que vai haver para sobremesa!? E a minha resposta é sempre a mesma. - O que te apetece? - Apetece-me uma tarte de maçã igual àquela que fizeste uma vez para levar para casa do tio Paulo! - E agora lembro-me lá qual foi! E numa busca exaustiva pelas receitas publicadas no blogue de tartes de maçã, não consegui descobrir a tal. De certo foi mais uma daquelas que faço para levar para os convívios e que me esqueço de fotografar. Desisto e começo a procurar uma receita nos livros da bimby que têm vindo a ser esquecidos. E encontrei esta que me agradou e com algumas pequenas adaptações lá saiu a tarte de maçã.
Ingredientes para a massa:
50 g de açúcar
300 g de farinha
180 g de vaqueiro líquida
Ingredientes para o recheio:
4 maçãs reinetas(usei golden)
2 ovos
200 g de natas
50 g de açúcar
Compota de abóbora aromatizada com cravinho(que ainda não publiquei a receita)
Fiz assim:
No copo da bimby coloquei os ingredientes da massa e programei 20 Seg/Vel. 6 (podem usar um robot de cozinha normal).
Estendi entre 2 plásticos 2/3 da massa e forrei o fundo e as laterais de uma tarteira de fundo removível de metal com aproximadamente 25 cm de diâmetro. Reservei a restante massa para a cobertura.
Coloquei no copo da bimby as maçãs descascadas e sem caroços e ralei dando 2 toques de turbo (podem ralar num ralador normal).
Espalhei sobre a base de massa sem calcar. Reservei.
Coloquei no copo os ovos, as natas, o açúcar e programei 20 Seg/Vel.4.
Deitei este preparado sobre a maçã e deixei infiltrar.
Com a ajuda do rolo, estendi a massa reservada entre dois plásticos e deixei 0,5 mm de espessura e cortei em tiras de 1 cm de largura, para entrançar em cima da tarte.
Preenchi os quadrados com uma colher de compota e levei ao forno pré aquecido a 180ºC cerca de 30-40 minutos.
Fonte: Livro "A Bimby Massas e Doces" pág. 98. Espero que gostem da sugestão. E voltem sempre! :) Beijinhos
Hoje comemora-se o dia mundial da alimentação e eu decidi celebrar este dia com uma pizza deliciosa.Na blogosfera fala-se e vê-se muitas receitas de pão -World Bread Day -e como cá em casa comemos pão caseiro feito no forno a lenha, não tenho muitas mais alternativas. Quando o faço é em grande quantidade e depois congelo para ir tirando o pão sempre fresquinho. Por isso a minha MFP tem estado a descansar. Depois de comer o pão amassado e cozido tradicionalmente não fica muita vontade para comer de outros. Mas qualquer dia faço um pão diferente para o meu. Doce, talvez!
E assim sendo acho este dia (como os outros todos)importante para fazermos uma reflexão sobre o que comemos e o que não devemos comer. E lembrar que nem todos têm o que comer, por isso a comida deve ser respeitada e não desperdiçada.
Sendo assim deixo aqui uma versão saudável de uma refeição fast food.
Fiz essa tarte para um jantar mais leve cá em casa. Gosto de comida alternativa e faço algumas experiências umas resultam melhores de que outras, e esta foi um bom resultado. Pensei inicialmente participar no passatempo da Vanessa com esta receita, mas houve algumas dúvidas a respeito da massa filo. Por isso ficou em stand by. Depois de algumas pesquisas sobre o conteúdo calórico da mesma veio-se a constatar que a massa filo é muito mais saudável do que as outras que se vendem no mercado. Não tem gorduras, é feita com farinha e tem mais proteínas do que as outras, por isso é mais saudável. Eu achava que era assim mesmo, mas regras são regras por isso desisti de participar com essa receita. Mas como tudo se resolveu e houve um entendimento ;) resolvi apostar nesta participação.
Ingredientes:
4 folhas de massa filó
2 courgettes pequenas descascadas e raladas
1 cenoura grande descascada e ralada
1 cebola picada
Azeite q.b.
1 tomate
250 g de tofú
Molho de soja q.b.
Gengibre ralado e espremido equivalente a um dedo polegar
Sal q.b.
Pimenta moída na hora q.b.
Cebolinho picado q.b.
1 pacote de mistura de três queijos ralado
Fiz assim:
Numa frigideira deitei um fio de azeite a aquecer e coloquei a cebola a amolecer um pouco. Acrescentei os restantes legumes e salteei. Juntei o tofú ralado e temperei com os temperos. Deixei apurar um pouco.
Transferi o preparado para uma tigela para arrefecer um pouco.
Entretanto forrei um tabuleiro com papel vegetal. Na bancada da cozinha estendi uma folha de massa filo e pulverizei com óleo em spray, sobrepus as restantes folhas repetindo o processo. Cobri o tabuleiro com a massa filo e reservei.
Juntei o queijo ralado ao preparado de legumes e tofú e envolvi bem. Temperei com cebolinho picado e transferi para o tabuleiro com a massa filo.
Levei ao forno a gratinar. Retirei quando se apresentava rosado e brilhante ;)
Hoje a sugestão é bem menos calórica. Depois de alguns excessos nesta época de carnaval há que retomar a rotina e comer comidas mais saudáveis.
A sugestão que trago é excelente para um jantar prefeito e sem muito trabalho. Fácil de fazer e delicioso ao paladar... e isso sem referir que é bem leve. Com um bom vinho branco bem fresco a acompanhar e uma boa companhia não pode haver melhor! ;)
Fiz assim:
Temperei 4 filetes de salmão com sal, mistura de pimentas e sumo de 1/2 limão. E deixar alguns minutos a tomar gosto.
Cozi o esparguete - Spaguetti Al Nero di Seppia (Massa de Sêmola de Trigo Grano Duro com Tinta de Lula) num tacho em água a ferver e temperada de sal.
Numa caçarola deitei 2 cups de polpa de manga, 1 c. de sopa de farinha maisena (amido), sumo de 1 laranja, o suco de 5 cm de gengibre ralado, 1 cálice de licor de laranja, sal e pimenta e uns pingos de sumo de limão a gosto.
Mexi muito bem com a vara de arames e levei ao lume até engrossar mexendo sempre.
Salada de repolho;
1/2 couve branca e 1/2 couve roxa cortada em tiras finas.
Molho de mostarda para a salada;
1 c. de sopa de mostarda,1 c. de sopa de vinagre branco, 1 c. de sopa de azeite, mel, sal e pimenta a gosto.
Levei os filetes de salmão à Actifry (dois filetes de cada vez) durante 6 minutos (virei ao meio da fritura) regados com um pingo de vaqueiro líquida.
Servi com o esparguete negro, regado com o molho de manga e acompanhado com salada de repolho e cenoura temperada com molho de mostarda.
Não há carnaval sem filhoses. Como não há carnaval sem danças e bailinhos de entrudo. Nesta época de alegria e cor só é completa com essas doçarias tradicionais, coscorões, filhoses do forno e filhoses fritas ou as chamadas malassadas. Sempre as conheci por filhoses fritas ou filhoses da sertã. Agora é que se chamam malassadas, influências! Mas o que interessa é que são as mesmas e o sabor não engana.
Aqui deixo a minha experiência na sua confeção. A receita foi dada pela minha mãe que sempre as fez assim... um bocado a olho.
Deliciem-se.
Ingredientes:
1 kg de farinha
2 c. de sopa de açúcar
2 c. de chá de fermento fermipan
4 ovos
1 cálice de água ardente dos Açores
Raspa de 1 laranja
Sumo de 1/2 laranja
2 c. de sopa de manteiga vegetal
1 c. de sopa de banha
Leite +/- 250 ml
Fiz assim:
Numa tigela deitei o fermento num pouco de leite morno e um pouco de farinha de forma a fazer um polme. Deixei descansar até começar a fazer molhas.
Na kitchen Aid deitei uma parte da farinha e deitei os ovos batidos, o fermento, a manteiga, a banha, o açúcar e o cálice da água ardente. E mexi com o gancho de massas até começar a apegar. Depois deitei a raspa e o sumo da laranja e um pouco de leite. Em movimento fui deitando a restante massa até ficar com uma consistência mole mas não muito pegajosa, até descolar bem da tigela. Sovei um bocado e deixei abafada até dobrar de volume por umas 2 horas.
Depois com as mãos untadas tirei pedaços de massa e estiquei de dentro para fora até ficar mais fina no centro e grossa na beira. E deitei numa frigideira com óleo quente a fritar. Primeiro deixa-se rosar de um lado e depois vira-se para acabar de rosar do outro lado.
Quando fritas retirei para uma tigela forrada com papel absorvente para secar o óleo (deitei-as ao alto para escorrerem melhor, dica da Patrícia ;). Passei para outro prato e polvilhei de açúcar.
A continuação de um bom carnaval para todos. Beijinhos
Estão vocês a pensar... depois de tantos dias sem ter dado noticias, que novidades trás ela? Uma pizza? Mas que novidade!!!
Mas e se eu disser que a novidade aqui é a base da pizza!? ahahhahh, endoideceu de vez!!!
Pois digo que não estou doida, muito pelo contrário. Depois de ter seguido o conselho da Clara de Sousa em arranjar uma base de terracota para cozer a pizza. E depois de ter conseguido arranjar as bases,e nem assim conseguir fazer pizzas com o tamanho desejado. Deitei os meus neurónios a trabalhar e fui ao Oleiro cá da ilha, onde comprei os meus alguidares de alcatra, e pedi para me fazer duas bases redondas para cozer as minha pizzas. Ele disse logo que fazia e com as medidas que pretendia para caber na porta do forno de lenha. Depois da estreia no forno de lenha com uma deliciosa pizza, depois veio a experiência no forno a gás.
Só vos digo que nunca tinha feito uma pizza com uma base tão bem cozinhada como esta. Com sabor tradicionalmente caseiro. Simplesmente deliciosa.
Ingredientes:
Massa de pizza*
Molho de tomate**
Atum
Queijo ralado musarela
Cogumelos laminados
Cebola cortada em meias luas
Azeitonas pretas descaroçadas
Orégãos frescos
* Massa de pizza da Clara de Sousa
500 g de farinha
1 c. de chá de sal (rasa)
1 c. de colher de sopa de açúcar (coloquei uma colher de chá)
1 embalagem de fermento seco (deitei uma colher de sobremesa)
1/2 colher de sopa de azeite
Água morna q.b.
No robô de cozinha (usei a bimby), com o acessório de bater massa, coloque todos os ingredientes, exceto a água.
Depois de tudo misturado acrescente a água morna a pouco e pouco até a massa ficar consistente e se descolar da taça.
Deixe as pás do robô trabalharem mais um pouco a massa. Desligue e e deixe descansar durante meia hora, tapada, em local resguardado.
** Molho de tomate da Clara de Sousa
4 tomates maduros pelados e picados (costumo ter congelados com pele, depois é só passar por baixo da torneira com água quente que a pela cai facilmente)
1 cebola
3 dentes de alho
1 colher de chá de açúcar (na receita original pede 2, mas acho que não precisa)
Azeite, sal, pimenta e orégãos, q.b.
Versão (tradicional):
Pique finamente a cebola e o alho e refogue-os ligeiramente no azeite.
Junte o tomate, o açúcar, o sal e a pimenta. Mexa. Quando levantar fervura, reduza o lume e deixe cozinhar destapado, até o molho ficar ligeiramente espesso. Mexa bem, polvilhe com orégãos secos e está pronto a servir.
Fiz assim:
Depois da massa levedada cortei dois pedaços. Numa bancada polvilhada com farinha estiquei com o rolo num formato circular.
Deitei a massa na minha pá de madeira redonda (feita por medida especialmente para as minhas pizzas) e deitei o molho de tomate. O queijo ralado e os restante ingredientes a gosto.
No forno quente já estão as minhas bases de barro quentes à espera da pizza. Deitei com cuidado a pizza para o forno e foi só esperar uns minutos até ter uma pizza crocante e deliciosa para o almoço.
Tal como prometido aqui estou para deixar a receita da salada de noodles que servi com os bifes de seitan. Demorou, mas chegou o dia :)
A primeira vez que comi esta salada foi em casa de uns cunhados meus e simplesmente adorei, quase que só comia salada. Escusado será dizer que comi salada com tudo ;). Mas quando soube que levada muito açúcar desisti e nem trouxe a receita. Mas um dia fui tomar café no bar da escola e reparei que meus colegas andavam a passar papeis uns aos outros. Intrigada perguntei do que se tratava e uma amiga disse que era uma receita de uma salada. Pois acabei por trazer um papelinho daqueles para casa. Então comecei a pensar como poderia tornar a salada mais saudável. Usei massa integral e reduzi no açúcar. Resultou numa salada muito saborosa e posso dizer que já repeti mais vezes :)
Ingredientes:
1 repolho pequeno
2 pacotes de noodles (massa chinesa instantânea)
1 lata de rebentos de soja (ou feijão mungo)
Azeitonas verdes recheadas a gosto
2 pimentos (de preferência de várias cores para a salada ficar colorida)
1 cebola média
Para o vinagrete:
3 ou 4 colheres de sopa de açúcar
Vinagre (para cada 1 de vinagre 1/2 de azeite)
Azeite
Pimenta preta moída na hora
Fiz assim:
Piquei o repolho e os pimentos bem fininho (usei um robot de cozinha com lâminas finas) e deitei numa tigela grande. Juntei a cebola bem picada, os rebentos de soja, as azeitonas cortadas às rodelas e os noodles partidos aos bocados. Misturei tudo e reservei.
Fiz o vinagrete numa tigela misturando o vinagre e o azeite e o açúcar (comecei com 10 c. de sopa de vinagre para 5 de azeite). As quantidades depende do gosto de cada um. Convém ir mexendo e provando até adquirir o sabor desejado.
Juntei o vinagrete à salada e deitei no frigorífico pelo menos uma hora para que a massa de amolecer.
Ultimamente tenho me sentido esgotada. Cansada. Sem
inspiração. Sem vontade para nada. Culpo a ausência da primavera pelo meu
estado de espírito. Os dias cinzentos. A falta de sol. A insistente humidade que
teima em não abandonar as ilhas. Vejo-me sem inspiração, sem vontade de
cozinhar. Sem paciência para tudo e todos. Até sem paciência para mim.
Não me quero preocupar, mas começo a preocupar-me. As
refeições têm sido feitas na hora e sem muita sofisticação. É só o que é
necessário para o nosso sustento. A vontade de fotografar é nenhuma. Até para o
pc começo a sentir uma certa aversão.
O que hei de fazer? Esperar que venha o sol e que me sustente
de energia? Fazer uma pausa das minhas tarefas para conseguir algum descanso?
Não sei. O que sei é que tenho ido menos vezes à net e quando vou é para ver um
filme ou simplesmente navegar.
Por agora deixo aqui uma sugestão simples de uma sobremesa
que num instante se faz. É bonita e deliciosa. Pena é se acabar tanto rápido
quanto é feita! :)
Estendi as bases de massa folhada ligeiramente com o rolo de cozinha.
Cortei circulos com um cortador de bolachas canelado.
Num circulo deitei uma colher de chá com doce de gila e um pouco de amêndoas laminadas.
Por cima deitei outro circulo de massa folhada e com o cabo de uma colher precionei as beiras de forma a uni-las.
Pincelei com ovo batido e polvilhei com amêndoa picada.
Levei ao forno pré aquecido a 180ºC até folharem e tomar cor.
Polvilhei com açúcar em pó e deixei arrefecer numa grade.
Deitei-os dentro duma caixa e levei para um convivio de família. Acompanhado com um café espumante é um remédio para a alma ;)
Espero que gostem da sugestão.
Beijinhos
P.S- Obrigada a todos que por aqui passam e deixam alguma palavra. E a todos os outros que simplesmente por cá passam. Espero que o sol venha depressa e que traga muita boa disposição... é que isso assim é uma seca :(
Hoje passei por aqui para vos convidar a fazerem um GOSTO na minha nova página do Face Book. Aliás na nova página do Belina da ilha. Como não consigo arranjar assunto todos os dias para colocar na minha página pessoal, ia lá deixando as minhas receitas. Mas como tudo tem o seu dia, esse dia chegou! Finalmente consegui fazer uma página no fb, sozinha ;) para o Belina da Ilha.
Os antigos dizem que "depois da tempestade vem a bonança" e baseando-me neste proverbio quero acreditar que bons dias virão. Já a meteorologia diz que apartir de quinta-feira vamos ter bom tempo. Espero que sim, porque já me cansa andar de guarda-chuva pendurado, botas e gabardinas. Uma treta.
Ainda hoje de manhã antes de me preparar para sair para o trabalho vigiei o tempo da minha janela. Parecia que ia fazer bom tempo. O céu estava com poucas nuvens e conseguia ver o azul do mar. Apereraltei-me toda com uma roupa mais fresca e fui buscar as minhas novas sabrinas que ainda não tinham tido a oportunidade de ser estreadas. Mala ao ombro. Lancheira no outro ombro. Chave do carro na mão. Abro a porta e qual não é o meu espanto! Chuvia, mas chovia bem. E eu em cima da hora não podia mudar de farpela. Depois de entrar no carro achei graça, por instantes :) Lembrei-me de uns desenhos animados (que agora não de ocorre o nome), acho que era um ratinho que num lado da casa espreitava para fora e via sol. Saía pela outra porta e chovia. Era outro animalzinho maior, que brincava com um chuveiro e um candeeiro em cima da casa do outro. Bem, na realidade não havia nenhum animalzinho em cima da minha casa com um chuveiro e um candeeiro. É assim o nosso tempo aqui nos Açores. Prega-nos umas partidas de vez em quando, o que nem sempre tem graça. De tarde fez sol. Compreende-se?
E já que apareceu o sol lembrei-me que tinha essa maravilhosa lasanha que fiz num fim de semana em que o sol reinava :)
Ingredientes:
1 embalagem de placas de lasanha fresca
6 coxas de galinha cozidas e desfiadas
Azeite q.b.
1 cebola grande picada
3 dentes de alho
Cominhos q.b.
Noz moscada q.b.
Pimenta 5 bagas moída na hora q.b.
Abóbora manteiga cozida e cortada em fatias (sobras de outra refeição)
Molho béchamel (receita bimby)
Mistura de 3 queijos ralado
Fiz assim:
Numa frigideira refoguei a cebola e os dentes de alhos picados no azeite. Assim que começou a amolecer adicionei a carne desfiada. Temperei com os temperos e deixei no lume por mais uns dois minutos. Tapei e reservei.
Na bimby fiz o béchamel. Quem quiser pode fazer no tacho ou então comprar já feito (dá menos trabalho :)
Num pirex untado com manteiga dispus uma placa de lasanha. Por cima deitei o recheio de galinha. Um bocadinho de molho béchamel e depois a abóbora fatiada. Outra placa e assim sucessivamente até terminar com uma placa e por por ultimo o restante béchamel. Polvilhar com queijo e levar ao forno quente a assar.
Pois é, as nossas favas já foram colhidas. Colhemos cerca de 20 kilos de favas ficámos muito satisfeitos. O pior mesmo foi descascá-las :), mas nada que não se fizesse com alegria e boa disposição. Tive a ajuda preciosa da minha mãe, do meu marido e do meu filho. Como colhemos por duas vezes, porque houve umas que semeámos mais tarde, a primeira vez foi uma brincadeira, mas deu para encardir os dedos e as unhas. Já da segunda vez sabíamos para o que íamos precavemo-nos calçando umas luvas.
Separámos as miúdas das mais gradas. Fiz duas vezes guisadas com linguíça, uma sopa, congelámos algumas para escoarmas mais tarde (que adoro:) e esta saladinha que estava dificil de cá chegar. Já pensava que passava o tempo das favas e elas ficavam em rascunho. Quero dizer com isso que esta receita já foi feita vai para duas semanas, mas digo-vos que gostei tanto que apetecia-me comer outra vez.
Conclusão, continuo a achar muito gratificante ter-mos a possíbilidade de colhermos o que semeámos. Já penso que o meu cunhado P tem razão quando diz "É uma abundância",lol ;)
Ingredientes:
Massa Tagliatelle de ovo fresca
Favas descascadas e peladas (da minha horta)
Amêndoas peladas e rosadas na sertã
Azeite q.b.
1 cebola em meias luas
1 dente de alho
1 tomate
1 molho de coentros (da minha horta)
Pimenta 5 bagas
Flor de sal q.b.
Pimentão doce em pó
Fiz assim:
Cozi as favas com pele em água a ferver durante 3 minutos. Escorri e deixei arrefecer para poder tirar a casca. Reservei.
Num tacho com água a ferver cozi a massa até ficar al dente. Escorri e passei por água fria para parar a cozedura. Reservei.
No wok aqueci o azeite e salteei a cebola com o dente de alho até amolecer. Juntei o tomate pelado e sem pevides partido aos cubinhos. Temperei com os temperos e envolvi tudo. Acrescentei as favas descascadas envolvi bem durante mais 2 minutos. Acrescentei a massa e os coentros picados e misturei bem.
Servi polvilhada com amêndoas peladas torradas. Para torrar as amêndoas é só aquecer uma frigideira e ir mexendo as amêndoas até tomarem a cor desejada.
Espero que gostem da sugestão.
Beijinhos e votos de uma bom fim de semana. Por aqui temos chuva, vento e trovoadas o tempo propício para ir para a cozinha e ligar o forno :)
Delicioso ao paladar.
De simples execussão.
E acima de tudo... saudável.
Até o meu filho que não aprecia bacalhau deste gostou :)
Mais nada a acrescentar passo à receita :)
Ingredientes:
1 cx de massa filo 4 fatias de queijo
4 postas de bacalhau demolhado e cozido
1 cebola grande picada
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 cenoura grande ralada
Azeite q.b.
Noz moscada q.b.
Pimenta preta q.b.
Azeitonas pretas cortadas às rodelas
Fiz assim:
Cozi o bacalhau em água durante 3 minutos e deixei descansar (costumo fazer com alguma antecedência e deixo ficar na água ficando assim mais suculento). Depois desfiei-o e reservei.
Numa frigideira cobri o fundo com azeite e salteei a cebola e os dentes de alho picados e a folha de louro (sem o veio central) até quebrar. Adicionei a cenoura ralada e os temperos a gosto e deixei estufar um pouco com a tampa. Adicionei o bacalhau e envolvi bem até ficar bem misturado ao preparado anterior. Juntei as azeitonas, misturei e deixai descansar enquanto preparava a massa filo.
Cortei a massa em quatro com duas folhas cada. Pincelei uma folha com manteiga e sobrepus a outra. Em cada quadradinho deitei uma fatia de queijo. Por cima deitei uma colher ou duas de sopa do preparado do bacalhau. Fechei o embrulho tipo rolo com as pontas para cima voltei a pincelar com manteiga para colarem. Fiz o mesmo com os restantes. Coloquei na Actifry sem a pá misturadora durante 15 minutos ou até ver que estavam douradas.
Servi com couves frisadas cozidas da minha horta ;).
O que fazer com umas bananas a pedir socorro na fruteira e duas bases de massa folhada esquecidas no frigorífico quase a terminar o prazo de validade?
O meu pensamento foi logo, uma tarte de fruta! Pois sei que tartes com fruta são sempre muito apreciadas cá em casa. Em pouco mais de 45 minutos apareceu uma sobremesa que foi devorada ainda quente a fumegar. Aqui fica uma sugestão para fazer mesmo quando não há muito tempo para elaborar uma sobremesa. Ideal para quando nos aparecem visitas sem esperarmos. É só dar uma escapadinha à cozinha e enquando coze damos um dedo de conversa e preparamos um cházinho. Já está. E assim se recebe bem e com carinho :)
O que acham?
Ingredientes:
2 bases de massa folhada de compra
5 bananas médias maduras
1 pêra rocha
Creme inglês (receita bimby)
Canela para polvilhar
Ingredientes para o creme inglês
500gr leite
2 ovos
50gr açúcar
1c. sopa açúcar baunilhado (deitei a colher de açúcar e uma pitada de aroma de baunilha)
15gr de amido de milho (maizena)
Fiz assim:
Coloquei todos os ingredientes no copo e programe 6 min, 90ºC, vel 4.
Entretanto forrei uma tarteira com 1 base de massa folhada. Distribuí a fruta no fundo e espalhei o creme inglês por cima. Polvilhei com canela e cobri com a outra base de massa folhada. Apertei as pontas das massas com os dedos para colarem. Levei ao forno quente até a massa folhada estar cozida e rosada.
Espero que gostem da sugestão e votos de um excelente fim de semana ;)
Não sou grande fã de massas. Talvez por esse motivo não tenho vontade de adquirir a máquina de fazer massa fresca. Com isso não quer dizer que não goste. Gosto e faço algumas vezes como acompanhamento em algumas refeições cá em casa. Contudo sou curiosa e gosto de experimentar novas iguarias, produtos e sabores diferentes. E sempre que vou às compras gosto de procurar diferentes produtos. Foi o caso dessa massa fresca que encontrei na secção das massas frescas. Trouxe e resolvi fazer uma refeição ligeira e fresca a combinar com os dias brilhantes que tivemos. Sim, porque hoje já não esteve tão brilhante ):
Ingredientes:
1 embalagem de massa fresca de tagliatelle de ovo
1 caixa de tomates cherry
1 frasco (de iogurte igual ao da foto) de pesto de espinafres e avelãs
Sal marinho q.b.
Sementes de girassol q.b.
Fiambre assado na telha cortado aos cubos q.b.
1 fio de azeite
Ingredientes para o pesto:
100 g de queijo Parmesão (usei queijo de Flamengo)
100 g de folhas de
espinafres frescos da minha horta ;)
6 dentes de alho
50 g de
avelãs
70 g de azeite extra virgem
1/2 c. de chá de sal marinho
Fiz
assim:
Coloquei todos os ingredientes no copo da bimby e triturei durante
15 Seg/Vel.6., ou até ficar tudo bem misturado.
Pode-se guardar num frasco
esterilizado e coberto com azeite no frigorífico por algum tempo.
No copo da bimby, e sem lavar, deitei 1.5 l de água e programei 10 Min. Temp. 100º até ferver. Adicionei a massa e temperei de sal. Programei 10 Min. Tem. 100º. até ficar cozida (poderá precisar de mais tempo). Escorri num passador e passei água fresca para acabar de cozer.
Deitei numa tigela e misturei os restantes ingredientes. Envolvi com uma colher e servi acompanhada com umas folhas de alface.
A minha mãe estava deliciada e orgulhosa com o meu desempenho. Ensinou-me todos os truques que devia saber. Amassei. Tendi. Deitei a massa para o forno. Tirei os folares do forno. Tudo o que era preciso. Tivemos tempo até para amassar e cozer pão caseiro. O melhor pão do mundo (pelo menos para mim). Um pão com saúde e com sabor a tradição. Fizemos biscoitos e cozemos no forno a lenha enquanto esperávamos pela massa dos folares.
A minha madrinha apareceu e minha mãe gabou-se. A minha Susana amassou os folares. Amassou a massa do nosso pão. Pôs o pão para o forno e tirou do forno. Ela é jeitosa :) E eu fiquei toda inchada ;) Eu sabia que ela tinha esse desejo, de passar para mim a tradição que já ela herdara da minha avó que por sua vez a recebeu de sua mãe. Mas a verdade é que enquanto cresci nunca me importei em aprender, pois achava que era um trabalho que não valia a pena. Depois cresci. Casei e mudei-me de terra. Regressei e só agora é que achei que devia aprender todo esse processo de amassar e cozer. Foi bom... muito bom. E faria tudo outra vez hoje. Só não o faço porque é bom demais e depois as roupas começam a ficar apertadas de tão bons que são ;) Mas tenho comido com prazer sem pensar nas consequências. Depois logo vejo ;)
E soube tão bem oferecer folares feito por mim às pessoas mais chegadas. Dar amor em forma de folar.
1.º fermento - Fermento de milho *
1 kg de farinha de milho
1 c. sopa de sal grosso
Água a ferver
Numa tigela deita-se a farinha de milho. No centro faz-se um buraquinho e deita-se o sal. Adiciona-se um pouco de água a ferver e mexe-se com a colher de pau envolvendo a farinha. Vai-se adicionando água até ficar com uma consistência granulada. A esse processo chama-se escaldar a farinha. Deixa-se arrefecer um pouco de forma a podermos deitar as mãos.
Torna-se a deitar água quente e amassa-se com as mãos apertando a massa com a mão até adquirir uma consistência mole, mas não rala. Deixa-se tapado com película aderente em temperatura normal até levedar. Esse processo faz-se uns dias antes.
É conveniente deixar um pedaço desse fermento para usar numa próxima vez. Sendo assim, retira-se uma pedaço de massa e molda-se com as mãos. Deita-se dentro de um recipiente com tampa temperado com um dente de alho com casca espetado no centro e uma pedras de sal. Esse fermento é guardado no frigorífico durante muito tempo e irá servir para outras massas.
Como fizemos esse fermento de véspera adicionámos um isco de outro fermento feito com uns dias antes.
2.º fermento - Fermento de ovos (para 6 kg de farinha)
6 ovos
6 c. de sopa de açúcar
6 c. de farinha de trigo
6 c. de fermento de milho (do 1.º fermento)*
2 c. de sopa de fermento granulado
Numa tigela bate-se os ovos com o açúcar até ficar bem misturado. Acrescenta-se os restantes ingredientes e mexe-se bem. Esse fermento leveda durante 5 horas. Pode-se começar a amassar a massa dos folares 2 a 3 horas depois. Acabando de fermentar dentro da massa.
Ingredientes para a massa
24 ovos
2 kg de açúcar
6 kg de farinha de trigo
1/2 kg de manteiga Milhafre
3 c. de sopa de banha
1 l de leite quente
1 c. de sopa de sal
Água quente (não precisei a quantidade)
1 cálice de água ardente (que esquecemos de colocar :)
Numa tigela partem-se os ovos. Junta-se o açúcar e bate-se com a vara de arames até ficar tudo ligado a fazer bolinhas.
Num alguidar onde se vai amassar peneira-se a farinha. Faz-se uma cova num lado e deita-se o sal, o fermento de ovos e os ovos batidos com o açúcar e começa-se a misturar com as mãos e envolvendo a farinha aos poucos.
Aquece-se o leite num tacho com a manteiga e a banha até esta derreter (sem ferver). Noutro recipiente aquece-se água.
Sempre a amassar vai-se juntando aos poucos a água (que lavou a tigelas dos fermento de ovos) até a massa ficar ligada. Ao amassar, a massa vai secando e ela própria é que pede mais líquido ou não. Depois vai-se acrescentando o leite com a manteiga. A massa tem que ficar mole e fofa, mas não muito pegajosa. A massa quer ser sovada sem ser aos murros, sova-se com os nós dos dedos das mãos abrindo as mãos sempre que as levantamos da massa. Uma técnica que aprendi com a minha mãe :)
Depois de amassada, testa-se a sua leveza carregando com um dedo e ao largar a massa deve subir. Quer dizer que já está pronta. Posso dizer que esse processo todo demorou mais ou menos 1 hora. Trabalhoso mas delicioso ;) Depois abafa-se com uma toalha e mantas quentes até a massa levedar.
Autor da foto: Samuel Soares
Depois de levedada, umas 4 horas depois, corta-se pedaços de massa com uma faca e moldam-se as berindeiras. Numa toalha polvilhada com farinha, não muita, molda-se o bolo rodando com uma mão e enrolando a massa para o centro carregando com o polegar até formar uma bola. Depois deita-se a berindeira em cima de folhas de conteira que foram apanhadas na mata pelo meu filho e sobrinho.
Fica assim no tendal por mais um par de horas até levantar mais um bocado.
Antes de ir para o forno faz-se um corte com a tesoura e coloca-se um ovo, ou mais, e cobre-se o ovo com a massa esticando a massa até prender no outro lado. Pincela-se com ovo batido com água para dar brilho e vai a cozer ao forno quente por 1 hora.
Autor da foto: Samuel Soares
Os folares no forno prestes a saírem.
Para muitos de vocês essa descrição não tem interesse nenhum. Mas para mim tem. E aqui deixo registado esse feito com a minha mãe que já à muito ansiava. Não sei se teria coragem para fazer isso tudo sozinha. Há muita técnica que só se adquire com o tempo e experiência. A temperatura do forno. A consistência perfeita da massa. E algumas coisas mais que tenho de aperfeiçoar. Mas aqui fica o principal. A primeira experiência :)
As folhas de conteiras que são conhecidas popularmente por folhas de roca.
Sexta-feira santa, pela primeira vez pus as mãos na massa! Parece mentira não é? Depois de muitos pães, biscoitos, bolachas, bolos e bolinhos que teem saído da minha cozinha. Mas a verdade é que desta vez foi mesmo ao método tradicional. Desde a preparação dos fermentos. A amassar com as mãos. Tender a massa. O tempo de espera para levedar. O aquecer o forno a lenha. Tudo o processo que faziam os nossos antigos e que minha mãe ainda faz muito bem. E foi com ela que passei o dia inteiro a aprender todos os segredos e procedimentos precisos para fazer folares tradicionais. Um dia só nosso, com muita conversa e cumplicidades que há muito não tínhamos. Um dia em que relembrámos o passado, rimos e chorámos. O resultado foi divinal. Folares feito com carinho para darmos e comermos nessa época festiva. Tal como deve ser.
Hoje não vos deixo receita, porque ainda tenho muitos pormenores que quero registar. E não tenho tempo, pois a páscoa está à porta. E de certo que todos já fizeram os seu folares. Sendo assim passei por aqui para vos desejar uma páscoa feliz. Comam muitos folares e amêndoas, porque agora é que sabem bem... e logo fazemos dieta! ;)
Não vos contei uma situação que se passou comigo no meu passeio pelo mato. De início achei muito estranho e até assustador, mas logo depois compreendi que um momento daqueles não era para ser desperdiçado com medos e receios. Vou então contar o que me aconteceu.
Depois do esforço físico de subirmos um monte fomos deparados com um denso mato que nem sabíamos como entrar. Visto isso o meu marido achou melhor encontrarmos outra alternativa para chegar ao outro lado. Então disse-me: - Espera aqui um bocadinho que eu vou ali ver se há outro caminho para chegarmos lá! Como sou muito obediente assenti que sim ;) Enquanto esperava reparei que para lá dessa mata existia uma frexa de sol. Então, curiosa, resolvi enfiar-me no meio das árvores e ver se realmente conseguíamos passar por ali. Arranhei-me ao tentar furar por entre os arbustos e silvas, mas depois de algum esforço lá consegui furar pelo denso bosque.
Bem fiquei boquiaberta com o que vi. Era uma floresta encantada! Fiquei estupefacta! Não sabia se iria fugir, esconder-me ou... nada! Até que então fui surpreendida pelo Bana e a Flapi que andavam a correr atrás um do outro na brincadeira. O Bana mostrou-se tão surpreso quanto eu, mas logo esboçou um sorriso de orelha a orelha. Nisto a Flapi escondeu-se atrás de uma árvore assustada. Logo o Bana disse-lhe: - Não te assustes porque ela parece tão assustada quanto tu! Olha, ela parece inofensiva. Vamos saber o que ela quer daqui.
Aos ouvir a falarem nem pude acreditar que era real. Quanto mais, eles me compreenderem!
- Olá! O que fazes aqui na nossa floresta?! Vens fazer-nos mal?! Questionou-me o Bana que era muito desenrascado.
- Não! Não vos quero fazer mal! Entrei aqui por acaso. Ando a explorar os montes da minha ilha e vislumbrar-me pelas magníficas paisagens. Mas vocês compreendem-me?! Disse incrédula.
- Claro! Respondeu o Bana com o peito esticado para a frente com um ar heróico. - Não nos conheces?! Perguntou.
- Ho sim, mas já à tantos anos que não vos via. Quer dizer, na tv, claro! Adorava ver as vossas aventuras e via os programas com muita atenção. A tua história de vida é linda. Teres sido criado por uma gata na presença de humanos e depois teres ido viver para a floresta só mostra que és um valentão :)
Nisso a Bana e a Flapi foram-se aproximando de mim. O Bana não teve medo nenhum e até saltou para o meu colo e a Flapi com algum receio aproximou-se desconfiada. Fiz-lhe umas festinhas. Brinquei com eles e rebolei no chão envolvida pela brincadeira e gargalhadas. Nisto apareceram os outros amigos uns por entre as árvores,dentro delas, pelo chão e pelo ar. Foi uma festa.
De súbito lembrei-me que o meu marido devia de andar aflito à minha procura. Disse que tinha que me ir embora apesar de não apetecer mesmo nada. Convidei o Bana para ir jantar à minha casa prometendo que seria muito bem vindo e que me compremetia a traze-lo de volta à floresta. Ele aceitou, mas uma condição, que a amiga pudesse ir também. Aceitei ainda mais contente por ter convidados tão ilustres para o jantar. Enfiei-os no bolso do casaco e atravessei a densa parede de árvores que separava a floresta do mundo real. Quando lá cheguei o meu marido estava mesmo a chegar, nem reparou a minha ausência (fiquei com a sensação de que o tempo parrou naqueles momentos que estive na floresta!). Contei-lhe o que se tinha passado e ele não acreditou. Só depois de apresentar os meu amigos é que ele finalmente acreditou. Continuámos a nossa aventura de regresso a casa na companhia dos meus amigos para irmos jantar.
Brincaram com o meu Simba (o meu gato) e com o meu filho que achou imensa graça aos esquilos vestidos e falantes. Para o jantar escolheram comer avelãs, nozes e amendoas pois não estavam acostumados a comer comida de gente. Para sobremesa tinha tarte de maçã e côco já essa, não disseram que não e até comeram bastante.
Ingredientes para o puré:
3 maçãs pequenas
4 c. de sopa de açucar areado (dispensa)
4 c. de sopa de água
Raspa e sumo de 1/2 limão
Ingredientes para o creme:
1 lata de leite condensado
Sumo de 1/2 limão
3 c. de sopa de côco ralado grado
Ingredientes para a cobertura:
4 maçãs
Canela e açúcar para polvilhar
Fiz assim:
Descasquei e cortei as maçã aos cubos e deitei num tacho com a água, o açucar, o sumo e a raspa de limão e deixei cozer. Triturei com a varinha mágica. Tornei a levar ao lume com o leite condensado, o côco até começar a engrossar.Desliguei o lume e juntei e o sumo de limão.
Forrei uma tarteira com uma placa de massa folhada e deitei o creme dentro. Polvilhei com canela. Descasquei as restantes maçãs e cortei-as em meias luas. Comecei do centro da tarteira para a periferia montando as fatias de maçã em jeito de flor.
Levei ao forno moderado durante mais ou menos 40 min. ou até verificar que a maçã estava cozida.
Tirem 10 minutos do vosso tempo para assistirem a um episódio das aventuras de Bana e Flapi.
"Na parte este dos E.U.A. vivia um esquilinho chamado Bana. Ele vivia na floresta com a sua família. Com a chegada da colonização houve um inevitável corte de árvores. O carvalho onde Bana vivia com a sua família foi cortado e assim perdeu a sua família.
Bana foi recolhido por um rapaz que o levou para a sua quinta e o deixou ao cuidado duma gata, que o criou.
Um dia deflagrou um incêndio na quinta e Bana foi salvo pela sua mãe gata da qual se separou na confusão.
Bana voltou ao bosque donde viera e ai, graças aos conhecimentos adquiridos pelos homens, salvou os seu amigos dos perigos dos caçadores e de animais ferozes.
Conheceu também outros animais, como Flapi, o seu amigo Cleto, a Doninha, o Picapau, o avozinho Mocho, os divertidos ratinhos Não e Nem e muitos outros amigos.
A série estreou em Portugal em 1980. No final dos anos 80 a série voltou a dar na RTP mas com outro nome "Puchi" e uma nova dobragem."
... Jamie Oliver. Um dos chefes de cozinha de que gosto muito. Um homem que cozinha com paixão. Um homem que gosta de meter as mãos na terra e colher os seus produtos frescos e biológicos. Um homem que trata os tachos por tu que faz uma refeição num ápice sem modestias e sem medos. Aprecio a sua forma desprocupada de cozinhar. Gosta muito de usar ervas aromáticas e faz as misturas mais atrevidas possíveis tornando os seus pratos muito aromáticos e saborosos. Um chef bem irreverente e confiante apesar da sua idade. Quando o convidei para jantar cá em casa pensei em vários pratos possíveis. Nada que o pudesse surpreender, pois acho que isso é tarefa quase impossível.
Quando ele chegou convidei-o a visitar a minha pequena horta, que o meu marido cuida com muito carinho.
Mostrei-lhe as alfaces roxas que estão bem viçosas e colhi duas para fazer uma salada para o jantar. Os espinafres que teem me dado tanto jeito para os meus cozinhados. As minhas ervas aromáticas que estão muito envergonhadas não querendo dar muito nas vistas. As couves verdes e carnudas já prontas para um bom caldo verde com linguiça. As cebolas, alhos, alhos franceses e brócolos bem irados. Ervilhas e favas já com pequenas vagens. Os tomateiros ainda em crescimento e algumas coisas mais. Mostrei a minha horta com muito orgulho apesar de estar ainda em crescimento e ele demonstrou o seu apreço pela nossa iniciativa. A minha vontade era ter usado os meus próprios legumes e verduras da minha horta na confeção do prato, mas não deu tempo deles crescerem, por isso contentei-me só com a deliciosa salada de alface e coentros da minha horta.
Quando chegámos a casa já tinha a pizza quase pronta e enquanto esperávamos ofereci uma Angelica dos Biscoitos e servi queijo da ilha e linguiça caseira da Agualva frita como petisco. Sabia que ele iria apreciar os produtos da minha terra e não me enganei. Depois quis surpreende-lo com uma pizza ao contrário à qual dei o nome de "pizza up side down" tão irreverente como ele. E sabem que ele achou muita graça! Dizendo-me que a cozinha só funciona bem com criatividade e dedicação. Que tinha sido muito corajosa em servir um prato que nunca tinha experimentado antes. Claro que fiquei super contente vindo de uma pessoa como ele. Tive à vontade de lhe dizer que não tive a coragem de amassar a massa à mão como ele fazia. Ele limitou a rir e disse-me que isso iria mudar com o tempo e com a experiência. E que estava desculpada só porque a pizza estava uma delícia.
Ingredientes para a massa:
120 ml de água
100 ml de leite
1 c. de chá de sal
1 c. de chá de açúcar
30 g de azeite
25 g de fermento de padeiro
420 g de farinha de trigo tipo 65
Fiz assim:
Coloquei no copo da bimby a água, o leite, o sal, o açucar, o azeite e o fermento e programei 2 Min. Temp. 37º Vel. 1. Adicionei a farinha e amassei 2 Min. Vel. Espiga. Retirei a massa e formei uma bola com as mãos. Deitei a massa numa tigela untada com azeite, cobri com película aderente e deixei dobrar o volume em local sem correntes de ar (costumo deixar dentro do micro ondas).
Ingredientes para o recheio:
1 fio de azeite
1 cebola cortada às rodelas
1 pimento vermelho cortado em tiras
1/2 pimento verde cortado em tiras
1 tomate cortado às rodelas
Cogumelos brancos e frescos cortado às rodelas
2 embalagens de salmão fumado em fatias
1 saco de queijo musarella ralado
Queijo da ilha ralado q.b
Oregãos secos
Molho de tomate com cogumelos - receita do molho de tomate da bimby, mas com a adição de cogumelos e o meu toque pessoal :)
(Essa quantidades deram para duas pizzas a outra irei deixar no receitas ao desafio!)
Fiz assim:
Na base da pizza deitei um fio de azeite. Seguido da cebola, tomate, os pimentos e os cogumelos. Depois deitei os queijos,os oregão e colheradas de molho de tomate com cogumelos. Tapei com a massa da pizza e levei ao forno quente mais ou menos por 40 minutos.
Uma fatia já servida no prato.
Virada ao contrário para verem o aspeto.
Desta forma participo no passatempo escolhido pela querida Ana do blog anasbageri que desta vez passou a iniciativa ao gourmets amadores e que foi muito bem recebido pela Suzana. Uma excelente iniciativa que vem a enriquecer o nosso mundo virtual. Ficamos todos a ganhar.