Quando a Guida nos desafiou para escolhermos um pintor para jantar fiquei um pouco incomodada. Sim, porque é uma área que não sinto segurança. No dia a dia passam-me pelas mãos livros de arte com ilustres pintores uns mais inspiradores que outros. Uns mais conhecidos do que outros. Uns que gosto muito e outros que gosto pouco. Até costumo brincar com os miúdos (da escola) com certas pinturas dando-lhes nomes engraçados e interpretações malucas :). Mas até agora não fiquei fascinada com nenhum que tenha visto. E como o convite estava de pé e os dias iam passando não conseguia tirar da cabeça um pintor que sei que sonha um dia conhecer os Açores. Um pintor de carne e osso. Um pintor que pinta com o coração. Um pintor que passa para as suas telas as virtudes do seu Alentejo. Obras essas que mexe com os meus sentimentos e me transportam para aquele sítio sem custo algum.
Tive a honra de conhecer pessoalmente este pintor e que o considero uma das pessoas mais extraordinárias que tive o prazer de conhecer a quando vivi em Beja. E tenho muita sorte em ter comigo três obras que estimo muito do meu amigo Leonel Borrela.
Tive a honra de conhecer pessoalmente este pintor e que o considero uma das pessoas mais extraordinárias que tive o prazer de conhecer a quando vivi em Beja. E tenho muita sorte em ter comigo três obras que estimo muito do meu amigo Leonel Borrela.
Montes Alentejanos
Ermida de Santo André em Beja
Depois de lhes (claro que a sua esposa o acompanhou ;) mostrar a ilha paramos na marina de Angra onde ele especou diante o maravilhoso e imponente e verde Monte de Brasil rodeado pelo azul do mar. Não conseguiu avançar. Tivemos que nos sentar nos bancos de pedra da muralha e esperar que ele passasse para o papel e as suas aguarelas essa imagem lindíssima. Não deixava de balbuciar elogios de encanto. Avistou as casas geminadas com suas barras coloridas e teve que pintar. Passaram-se horas e estava a ver que não o arrancava de lá.
Chegamos a casa, a muito custo, e deitei a mesa com a ajuda de Hermínia(sua esposa querida :). Sei que não são pessoas de cerimonias por isso uma toalha branca lavada era o ideal. Servi alcatra à moda da terceira, porque sei que tinham curiosidade em comer. E servi com um vinho de cheiro do Museu do Vinho dos Biscoitos. Algo que ainda não tinha tido o prazer de saborear. Foi um serão muito bem passado. Conversámos sobre o seu Alentejo e quis saber muito sobre os Açores. Aliás, sobre história sabe ele bem sendo um grande estudioso e curioso sobre os nossos antepassados.
Para sobremesa servi um bolo de iogurte com morangos da época.
É assim que imagino o jantar com o Borrela e sua esposa. Boas pessoas que merecem ser acarinhadas, porque assim me senti na presença deles :)


Borrela, o convite está de pé :)
Bolo de iogurte com morangos da época
Ingredientes:
4 ovos
2 iogurtes naturais
4 copos de iogurte de açúcar
1 copo de iogurte de óleo
1 raspa de limão
6 copos de farinha fina para bolos
1 c. de sobremesa de fermento em pó Royal
500 g de morangos arranjados e cortados em cubos
2 c. de sopa de açúcar
Fiz assim:
Untei um tabuleiro retangular com óleo em spray e forrei com papel vegetal. Voltei a untar com o óleo em spray e polvilhei com farinha. Reservei.
Lavei e arranjei os morangos. Deitei numa tigela cortados aos cubinhos e misturei as 2 colheres de açúcar. Reservei.
Bati os ovos inteiros com uma vara de arames até começar a fazer bolinhas. Acrescentei os iogurtes e o açúcar e tornei a bater até ficar tudo bem misturado. Adicionei a raspa de limão e o óleo e envolvi bem. Juntei a farinha e o fermento e envolvi com delicadeza até ficar tudo bem envolvido.
Deitei metade da massa no tabuleiro e alisei com uma espátula. Distribuí os morangos com a calda e cobri com a restante massa. Polvilhei com coco ralado (grado) e levei ao forno pré aquecido a 200º por 50 min.
E assim participo na 11ª Edição do Convidei para Jantar,iniciativa criada pela Ana que desta vez está em casa da Guida com o tema pintores.
Beijinhos







































