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sábado, 13 de abril de 2013

Convidei para jantar um pintor


Quando a Guida nos desafiou para escolhermos um pintor para jantar fiquei um pouco incomodada. Sim, porque é uma área que não sinto segurança. No dia a dia passam-me pelas mãos livros de arte com ilustres pintores uns mais inspiradores que outros. Uns mais conhecidos do que outros. Uns que gosto muito e outros que gosto pouco. Até costumo brincar com os miúdos (da escola) com certas pinturas dando-lhes nomes engraçados e interpretações malucas :). Mas até agora não fiquei fascinada com nenhum que tenha visto. E como o convite estava de pé e os dias iam passando não conseguia tirar da cabeça um pintor que sei que sonha um dia conhecer os Açores. Um pintor de carne e osso. Um pintor que pinta com o coração. Um pintor que passa para as suas telas as virtudes do seu Alentejo. Obras essas que mexe com os meus sentimentos e me transportam para aquele sítio sem custo algum. 
Tive a honra de conhecer pessoalmente este pintor e que o considero uma das pessoas mais extraordinárias que tive o prazer de conhecer a quando vivi em Beja. E tenho muita sorte em ter comigo três obras que estimo muito do meu amigo Leonel Borrela.


 Montes Alentejanos

Ermida de Santo André em Beja

Depois de lhes (claro que a sua esposa o acompanhou ;) mostrar a ilha paramos na marina de Angra onde ele especou diante o maravilhoso e imponente e verde Monte de Brasil rodeado pelo azul do mar. Não conseguiu avançar. Tivemos que nos sentar nos bancos de pedra da muralha e esperar que ele passasse para o papel e as suas aguarelas essa imagem lindíssima. Não deixava de balbuciar elogios de encanto. Avistou as casas geminadas com suas barras coloridas e teve que pintar. Passaram-se horas e estava a ver que não o arrancava de lá.
Chegamos a casa, a muito custo, e deitei a mesa com a ajuda de Hermínia(sua esposa querida :). Sei que não são pessoas de cerimonias por isso uma toalha branca lavada era o ideal. Servi alcatra à moda da terceira, porque sei que tinham curiosidade em comer. E servi com um vinho de cheiro do Museu do Vinho dos Biscoitos. Algo que ainda não tinha tido o prazer de saborear.  Foi um serão muito bem passado. Conversámos sobre o seu Alentejo e quis saber muito sobre os Açores. Aliás, sobre história sabe ele bem sendo um grande estudioso e curioso sobre os nossos antepassados. 
Para sobremesa servi um bolo de iogurte com morangos da época.

É assim que imagino o jantar com o Borrela e sua esposa. Boas pessoas que merecem ser acarinhadas, porque assim me senti na presença deles :)


Borrela, o convite está de pé :)



Bolo de iogurte com morangos da época

Ingredientes:

4 ovos
2 iogurtes naturais
4 copos de iogurte de açúcar
1 copo de iogurte de óleo
1 raspa de limão
6 copos de farinha fina para bolos
1 c. de sobremesa de fermento em pó Royal 

500 g de morangos arranjados e cortados em cubos
2 c. de sopa de açúcar

Fiz assim:

Untei um tabuleiro retangular com óleo em spray e forrei com papel vegetal. Voltei a untar com o óleo em spray e polvilhei com farinha. Reservei.
Lavei e arranjei os morangos. Deitei numa tigela cortados aos cubinhos e misturei as 2 colheres de açúcar. Reservei.
Bati os ovos inteiros com uma vara de arames até começar a fazer bolinhas. Acrescentei os iogurtes e o açúcar e tornei a bater até ficar tudo bem misturado. Adicionei a raspa de limão e o óleo e envolvi bem. Juntei a farinha e o fermento e envolvi com delicadeza até ficar tudo bem envolvido.
Deitei metade da massa no tabuleiro e alisei com uma espátula. Distribuí os morangos com a calda e cobri com a restante massa. Polvilhei com coco ralado (grado) e levei ao forno pré aquecido a 200º por 50 min.




E assim participo na 11ª Edição do Convidei para Jantar,iniciativa criada pela Ana que desta vez está em casa da Guida com o tema pintores.


Beijinhos



quarta-feira, 13 de março de 2013

Convidei para jantar... um poema


A Confeitaria "come chocolates, pequena abre as portas às 10.ª Edição do Convidei para Jantar, uma iniciativa criada pela Ana. E como tenho conseguido participar nas anteriores edições, esta não é exceção. É um passatempo que gosto e tenho muito prazer em fazer parte dele, por isso e mais uma vez, deixo aqui a minha participação nessa edição escolhida, com muito bom gosto pela Cristina.


Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as coisas que existe, não o tempo que as mede.

O que é o presente?
É uma coisa relativa ao passado e ao futuro.
É uma coisa que existe em virtude de outras coisas existirem.
Eu quero só a realidade, as coisas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas coisas como presentes; quero pensar nelas
                             [como coisas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta ciência de ver, que não é nenhuma.

Alberto Caeiro, o futuro em anos-luz (selecção e organização de valter hugo mãe)




" A mousse de chocolate é um clássico que aqui ganha um toque exótico e sensual com a adição do azeite, da flor de sal, e a pimenta rosa. Tem tanto de simples como de surpreendente", diz o chef José Avillez.


Mousse de chocolate negro com pimenta rosa, flor de sal e azeite do chef José Avillez

Ingredientes:

170 g de chocolate amargo cortado em pequenos quadradros
75 g de leite meio gordo
1 gema
6 claras
2 c. (sopa) de açúcar
pimenta rosa, flor de sal e azeite q.b.

Fiz assim:

Derreti o chocolate no micro ondas. Deixei arrefecer.
Fervo o leite e deitei por cima do chocolate. Envolvi suavemente com as varas de arame.Adicionei a gema e envolvi com suavidade.
Bati as claras na Bimby durante 4 min. Vel. 3 até ficarem montadas, mas não totalmente. Na mesma velocidade adicionei o açúcar até ficarem firmes e brilhantes.
Adicionei um terço das claras ao chocolate e misturei com uma espátula de borracha. Adicionei as restantes claras  com suavidade até ficarem bem incorporadas.
Divido por taças individuais e levei ao frigorífico durante uma hora. Na altura de servir, temperei com o azeite, a flor de sal e a pimenta rosa ligeiramente esmagada.

Fonte: Revista Activa abril de 2012, pág. 107

Espero que gostem da minha participação.

Beijinhos

Susana


domingo, 16 de dezembro de 2012

Queijadas Donas Amélias e um convite para jantar


A Marmita é a anfitriã da 9.ª edição do passatempo "Convidei para jantar" da Ana e desta vez ela teve uma escolha muito original. Desafiou-nos a convidar um país ou uma cidade que nos toque nos coração. Pois bem, entre as cidades que sonho vir um dia a conhecer e as que já conheço só uma enche o me toca o coração. Não querendo ser facciosa nem mar interpretada não fugi de casa e apresento-vos a minha escolha... Angra do Heroísmo  cidade classificada de Património Mundial pela UNESCO.

Imagem retirada da net. 
Imagem retirada da net.

Cidade cheia de história que teve um papel importante na altura dos descobrimentos. Cidade cheia  luminosidade e cor banhada por um mar azul e translúcido. Cidade que alberga barcos e barquinhos de todo o mundo. Cidade onde reis, rainhas e piratas pisaram suas elegantes calçadas. Cidade com uma gastronomia rica que conquista todos que por cá passam. Cidade que me viu crescer e a primeira que me fez ter saudades. Cidade que me chamava todos os anos quando vivia longe e que me fazia crer que valia a pena regressar.


E como "nós" (eu e cidade) já conhecemos a deliciosa especialidade da nossa gastronomia, convidamos todos aqueles que não conhecem a experimentarem-na. É algo de extraordinário degustar uma delicada queijada com um café ou simplesmente saboreá-la.


Ingredientes:

500 gramas de açúcar
9 gemas de ovos
4 claras (batidas em neve)
200 gramas de manteiga (derretida e fria)
200 gramas de farinha de milho (o mais peneirada possível)
1 colher (de sopa) de canela em pó
6 colheres (de sopa) de mel de cana
100 gramas de passas
50 gramas de cidrão (picado muito fino)
raspa de 1 limão pequeno
1 pitada de sal
1 colher (de café) de noz moscada

Fiz assim:

Bate-se o açúcar com as gemas até formar uma massa presa, juntando-se depois a canela, as passas, o cidrão, a noz moscada, a raspa de limão e o sal.

Bate-se mais algum tempo, e quando estiver bem ligado, junta-se a manteiga derretida e fria, de seguida, as claras batidas em neve, e por último, a farinha e o mel.

Sempre que se junta qualquer dos ingredientes mencionados, bate-se a massa a fim de os ligar.

Vaza-se a massa em pequenas formas (untadas e polvilhadas) e vão ao forno , não muito quente, em tabuleiros.

Quando cozidos, retiram-se das formas e polvilham-se com açúcar refinado.

Esta é a receita original, que foi preparada e oferecida pelas senhoras de Angra do Heroísmo à Rainha D. Amélia de Orleans e Bragança em 1901 durante a sua Visita Régia. Fiz metade da receita e deram 24 queijadinhas. Estas queijadas teem a perticularidade de ficarem mais saborosas quanto mais velhas ficarem. Já as fiz à 2 semanas e estão uma delícia :)
Fonte: Blogue Delícias e Companhia da minha amiga Manuela . Também podem ver a receita no blogue da Patrícia e da Elvira, todas minhas vizinhas ;)
E é esta a minha humilde participação, que quase não chegava a tempo :)

Espero que gostem e voltem sempre.

Beijinhos


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Douradinhos saudáveis para uma princesa perfeita



Numa visita guiada ao Palácio de Buckingham acompanhada pelo meu marido e filho e alguns membros de minha família. Dei por mim a delirar com todo aquele esplendor. Os móveis imponentes, os lindos tapetes impecavelmente limpos, os cortinados resplandescentes feitos à medida. Os candeeiros, as louças, os quadros, parecia tudo perfeito.... uma castelo digno de uma princesa, pensara eu. Mas os meus olhos procuravam pistas de uma pessoa que sonhava conhecer pessoalmente. Não se abria uma porta que eu não mete-se o olho. Não havia um ruído que me passá-se despercebido. A visita estava quase a chegar ao fim e eu já começava a sentir-me destroçada. Pensava, porque é que ela não aparece?! Porque vimos aqui?! Só para ver o palácio sem reis e príncipes não tem brilho. Ao dirigir-nos para a rua reparei numa porta de vidro que dava para um jardim. Não era o jardim que tínhamos visitado, era antes um jardim particular onde a princesa passava a maior parte do dia. Por entre o vidro via um vulto de uma pessoa que parecia estar a mexer nalguma coisa. Abri a porta com jeitinho, cheia de medo de ser repreendida, e vi-a. Estava mesmo ali entretida a cuidar de suas plantas, a princesa do povo.
A princesa Diana. Fiquei petrificada a olhar para ela. Tudo nela era perfeito. O cabelo, o corpo, os movimentos, os olhos e o sorriso. Aquele sorriso que fazia qualquer pessoa sorrir de volta. Aquele sorriso melodioso e tímido que só ela o possuía. O sorriso que ela me deu e ao mesmo tempo me acenava a convidar-me a entrar. Nem queria acreditar que era para mim. Timidamente me aproximei dela sem saber o que lhe dizer. Ficámos a admirar o maravilhoso jardim que ela própria tratava, dizia ser um passatempo. Conversámos sobre a minha viagem a Inglaterra e a visita ao palácio e o que me tinha impulsionado a fazê-lo. Quando lhe disse que o objetivo era vê-la de perto e que já me sentia muito feliz por a ter conhecido, ela simplesmente sorriu. Quando me preparava para sair, ela me impediu, convidando-me para um chá. Disse-lhe que não estava sozinha e que já deviam andar à minha procura. Então propus-lhe em troca convida-la para jantar em minha casa. Claro que esperava ouvir um não, mas... foi um sim muito entusiástico. Perguntei-lhe o que desejava comer ao qual ela me respondeu. - Algo que não costumo comer aqui no palácio e nos jantares de gala. Algo simples e delicioso. Algo que me faça esquecer que sou da realeza. Talvez uma coisa que nunca antes tenha comido!
Despedi-me cerimoniosamente e ela deu-me um abraço quebrando a cerimonia. Senti-me feliz por instantes, mas quando caí em mim senti-me desorientada. O que lhe hei-de fazer para o jantar?!


Nuggets. Pensei eu. Acredito que ela só os deve comer em sonhos. Por isso fiz uns nuggets de frango para o jantar. O que lhe surpreendeu pela positiva. Adorou. O primeiro fez questão de pegar com a mão e levá-lo à boca. Sentiu-se em casa, ou melhor, fora de casa. Por momentos esqueceu que era princesa, e mostrou ser uma pessoa normal como nós. Conversámos bastante. Sobre seus filhos e a adoração que tem por eles. Do fracasso do seu casamento e do que sofria com os parapasis. Disse-me que não tinha direito a ter a sua privacidade. Desabafou as suas angústias e apesar de a compreender e sentir o seu desespero, senti-me feliz por ela se sentir à vontade comigo.

Era desta forma que sonhava com ela. Uma mulher simples, linda, simpática... mas uma princesa infeliz. Pena a vida dela ter sido curta, porque acredito que naquela altura ela já sentia a felicidade.

Ingredientes:

1 peitos de frango crú
1 iogurte magro natural
100 g de queijo para barrar tipo philadelfia
1 dente de alho
50 g de tostas integrais raladas
Sal aromatizado com oregãos e alecrim - (oferecido pela casa do sal da Figueira da Foz, pelo qual agradeço imenso este gesto).
Temperos - aipo em pó, alho em pó, cebola em pó

Para panar:

2 ovos batidos
Tostas integrais raladas
Farinha de trigo

Fiz assim:
Na bimby (ou noutro robot de cozinha) coloquei os peitos de frango e triturei. Juntei o resto dos ingredientes e envolvi até fazer uma bola de massa. Retirei e fiz pequenas bolinhas que passei por farinha de trigo, ovo batido e por pão ralado. Espalmei-os, fazendo uns nuggets irregulares.
Coloquei-os na Actifry. Pulverizei com um pouco de óleo em spray. Programei 10 minutos, depois virei-os e programei mais 5 minutos até ficarem dourados. Repeti a operação até achar que davam para o jantar.
Nota: Os que sobraram congelei-os em covetes separados por papel vegetal. Já os consumi depois disso e ficaram como na hora. Deliciosos.


E assim, e mais uma vez participo pela 8ª vez no passatempo da Ana que desta vez foi acolhido pela Alice que escolheu como tema figuras da realeza.

Espero que gostem da minha participação.

Beijinhos a todos que passam por cá.


Receita adapatada do blogue bem bons.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cataplana de lulas com ameijoas e miolo de camarão num jantar ao som do fado


A sétima edição do desafio "convidei para jantar" está este mês na casa da Vera e ela desafiou-nos a convidar para jantar um ídolo musical. E como tem sido hábito participar neste projeto iniciado pela Ana  não poderia falhar neste. Uns desafios são mais difíceis do que outros e desta vez foi mais um dos difíceis de escolher, porque a música tem muito que se lhe diga. Há músicas que gosto de ouvir em contextos diferentes. Há letras que gosto e não gosto da melodia. Há melodias que gosto e não gosto da letra. Há cantores que gosto por uma razão e outros por outra. E por estas circunstâncias decidi que o que mais se equiparava a todas as qualidades seria a Mariza. Pela ponente voz, postura e vida que transmite nas canções/fados que canta. A letra deste fado é perfeita, tanto pela melodia e pelo sentimento de comoção a quem a souber ouvir. A melodiosa e imponente voz desta cantora dá vida e sentimento a este fado. Foi o primeiro fado que me fez chorar, e que ainda o faz. Posso o ouvir milientas vezes que os meus olhos enchem-se de água. Por esse motivo, e por ter sido até agora a única música que despertou essa emoção em mim, decidi convidar para jantar a Mariza.



E sendo assim ela aceitou vir jantar a minha casa, para degustar uma cataplana de lulas que fiz especialmente para ela. Falámos sobre seus álbuns e digressões. Confidenciou-me que este fado também mexe com os seus sentimentos e é um fado que lhe expõe sempre que cantado em público. Mas que gosta de mostrar que é real e tem sentimentos como uma pessoa qualquer.
Mesmo ficticiamente, acho que nos daríamos bem. E sei que iria aprender muito com a sua história de vida. Seria sim, um jantar memorável se assim acontecesse.


Ingredientes:
200 g de spring onions em rodelas (podem usar cebolinho)  - da minha horta :)
4 dentes de alho picados
1 tomate pelado e picado
Azeite q.b.
1 malagueta piripiri arranjada de pevides e cortada ao meio
400 g de lulas cortadas em rodelas
250 g de miolo de camarão
400 g de ameijoas
100 ml de vinho branco
1 folha de louro
1 ramo de salsa
Sal marinho
Açafrão q.b.
Fiz assim:
Deitei um fio de azeite na cataplana e coloquei os ingredientes por camadas começando pelas spring onions, seguido pelos alhos, a folha de louro e o tomate. Depois deitei as lulas e temperei de sal, açafrão, a piripiri, a salsa picada e o vinho. Tapei e levei ao lume médio durante 25 minutos. Entretanto deitei as ameijoas de molho em água  e sal. Depois de deixar descansar um pouco abri a cataplana e deitei o miolo de camarão e as ameijoas escorridas. Envolvi com a ajuda de uma colher de celicone e tapei de novo. Levei mais 10 minutos ao lume. Antes de servi polvilhei com mais salsa picada. 
Fiz assim:
Legumes assados
Ingredientes:
2 bolbos de funcho - da minha horta :)
3 batatas doces
1 abóbora menina - da minha horta :)
2 abóboras amarelas - da minha horta :)
Azeite q.b.
Mistura de especiarias
Fiz assim:
Descasquei e cortei os legumes. Num pirex de ir ao forno deitei um fio de azeite e distribuí os legumes. Polvilhei com as especiarias e tornei a deitar mais um fio de azeite. Cobri com folha de de alumínio e levei ao forno quente a 200º a assar durante uns 30 minutos ou até verificar com um garfo se está cozido.



Acompanhei com um vinho rosé bem fresco  Dão Quinta da Giesta.

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Convidei para jantar...


... Lesley Pearse.
Conheci-a há poucos anos. Foi numa das minha férias de verão que li o seu primeiro livro "Nunca me esqueças". Fiquei tão envolvida na leitura que não resisti em comprar os mais recentes volumes dela.
Ela tem uma forma de contar histórias tão envolvente que me cativa. Dá-me vontade de ler a cada minuto que tenho livre. Foi ela que me ensinou a levar um livro na mala para todo o lado onde vou. Para a praia. Para o médico. Para o passeio ao ar livre. Para o trabalho. Até para as compras. Lembro-me que pedi ao "pai natal"(meus homens) o último livro que ela escreveu "Segue o coração - Não olhes para trás" e mesmo com mais de setessentas páginas andava com ele de arrasto atrás de mim. Ai as minhas costas :). E sempre que terminava um livro queria sempre ler mais outro. Nunca me desiludiu. Cada livro, cada história, cada vez mais cativante.


O jantar correu lindamente. Falámos sobre as suas obras. Ela contou-me que a sua vida serviu de base para contar todas as histórias dos seus livros quase todas baseadas em factos reais. Quer quando escrevesse sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Fiquei muito emocionada com a sua história de vida e grata por ter tido essa experiência e a sorte de ter passado com ela um serão muito agradável. Foi tão bom que conversámos tanto pela noite dentro que ao final da noite teve lugar um chá quentinho e uma fatia de bolo.
Ela ficou satisfeita e muito grata pelo acolhimento que lhe demos. E em forma de agradecimento ofereceu a sua casa para nos receber para umas férias recentes. Disse-lhe que agradecia imenso, mas este ano ficarei por cá pois tenho visitas para receber. Mesmo assim insistiu. E fez-me prometer que um dia iria ao Reino Unido.





Swedish visiting cake

Ingredientes:

1 chávena de açúcar

2 ovos

1 limão (raspa)

1/4 colher de chá de sal

1 colher de chá de extracto de baunilha
1/2 colher de chá de extracto de amêndoa

1 chávena de farinha de trigo
115g de manteiga sem sal (derretida e fria) - usei manteiga vegetal

Amêndoas laminadas para polvilhar

Preparação:

Borrifar a frigideira com óleo.

Numa tigela misturar, muito bem, o açúcar com a raspa do limão.

Juntar os ovos um a um, e mexer muito bem.
Juntar a farinha misturar.

Juntar a manteiga misturar bem.

Colocar a massa na frigideira e alisar, a superfície, com uma espátula.
Colocar amêndoas laminadas por cima e polvilhar com um pouco de açúcar.

Levar ao forno a cozer (colocar uma frigideira, por baixo da frigideira onde está a massa).

Retirar do forno e deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.

Servir morno ou frio.


Fonte: Mané da Dorie às sextas-feiras. O prometido é devido ;)


E desta forma participo na 5ª edição do passatempo convidei para jantar que tem como anfitriã desta vez a Carla do blogue "De cozinha em cozinha passando pela minha" com o tema Escritores Contenporâneos.

Espero que gostem da minha participação.

Beijinhos


terça-feira, 8 de maio de 2012

Convidei para jantar o James Cameron


Enquanto preparava o jantar não me saía da cabeça as imagens do filme Titanic a afundar. Lembro-me quando fui ver a extreia ao cinema fiquei chocada. Não tinha por hábito ir ver filmes ao cinema.  Era a primeira vez que deixava o meu filho com os avós para uma saída em casal. Tinha ele uns 7 ou 8 meses. Lembro-me de ter ficado impressionadíssima e nervosa com o afundamento do navio. As lágrimas corriam gordas e apressadas pelo meu rosto. Os casais a separarem-se. Os ultimos beijos e abraços. O casal que decidiu ficar abraçado até ao fim. E os bebés a flutuarem sem vida. Isso dei-me um aperto no peito que só desejava estar em casa a abraçar o meu filho. Um filme muito bem realizado que mexeu com os meus sentimentos, e sabendo que tudo aquilo se passou com pessoas reais, casos parecidos ainda o tornou mais realista.
Só de recordar deu-me aquele aperto no peito outra vez. Concentrei-me na comida.
Quando o James Cameron chegou nem sabia bem o que lhe ia dizer. À primeira vista achei ser uma pessoa simpática. Culto de certeza, com boas maneiras e muito formal. Mas ao longo da refeição isso foi-se desvanecendo. Revelou ser numa pessoa muito conversadora, desde que o tema da conversa foi sobre os seus filmes e prémios. Falou-nos da sua experiência como realizador. Sobre a personalidade de vários atores nossos conhecidos. Empolgou-se a falar com o meu filho sobre o seu mais recente filme o Avatar que foi mais um grande êxito de bilheteiras e arrecadador de óscares. Confesso que não foi um dos meus favoritos, mas para o meu filho foi.
O serão foi ótimo e ele pareceu satisfeito com o nosso acolhimento, simples, modesto, mas real e verdadeiro.

Alguns êxitos do James Cameron. Titanic, Avatar e o Exterminador do futuro.



Servi uma torta de beterraba assada (uma nova versão desta apenas substituí os espinafres por uma beterraba assada)  acompanhada com uma deliciosa e aromática salada de beterraba crua.


 
 
Ingredientes:


1/4 chávena de sumo de limão *
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de mel
3/4 colher (chá) de cominhos moídos
1/2 colher (chá) de sementes de mostarda
1/4 colher (chá) de canela moída
1/4 colher (chá) de mistura de peimentas secas e moídas
sal - não usei
1 beterraba grande descascada
1 cenoura grandes descascada
1/3 chávena de coentros frescos

* 1 chávena (xícara) = 1 cup -> um volume de 240 ml

Fiz assim:

Coloquei o sumo de limão, o azeite, o mel, os cominhos, as sementes de mostarda e a pimenta no fundo de uma saladeira. Bati muito bem com uma vara de arames até obter um molho homogéneo. Reservei.
Ralei a beterraba e a cenoura com um ralador manual.
Transferi a beterraba e a cenoura raladas para a saladeira. Juntei os coentros picados e envolvi delicadamente. Servir a salada fresca.

Fonte: Receita adaptada da minha querida Elvira do blogue Elvira's Bistrot.




E assim participo pela quarta vez no desafio criados pela Ana que desta vez foi acolhido pela Pammy do blogue "Receitas do menu verde".

Espero que gostem da minha participação.

Beijinhos



quinta-feira, 29 de março de 2012

Convidei para jantar, ou melhor... para a sobremesa!Bana e Flapi


Não vos contei uma situação que se passou comigo no meu passeio pelo mato. De início achei muito estranho e até assustador, mas logo depois compreendi que um momento daqueles não era para ser desperdiçado com medos e receios. Vou então contar o que me aconteceu.
Depois do esforço físico de subirmos um monte fomos deparados com um denso mato que nem sabíamos como entrar. Visto isso o meu marido achou melhor encontrarmos outra alternativa para chegar ao outro lado. Então disse-me: - Espera aqui um bocadinho que eu vou ali ver se há outro caminho para chegarmos lá! Como sou muito obediente assenti que sim ;) Enquanto esperava reparei que para lá dessa mata existia uma frexa de sol. Então, curiosa, resolvi enfiar-me no meio das árvores e ver se realmente conseguíamos passar por ali. Arranhei-me ao tentar furar por entre os arbustos e silvas, mas depois de algum esforço lá consegui furar pelo denso bosque.



Bem fiquei boquiaberta com o que vi. Era uma floresta encantada! Fiquei estupefacta! Não sabia se iria fugir, esconder-me ou... nada! Até que então fui surpreendida pelo Bana e a Flapi que andavam a correr atrás um do outro na brincadeira. O Bana mostrou-se tão surpreso quanto eu, mas logo esboçou um sorriso de orelha a orelha. Nisto a Flapi escondeu-se atrás de uma árvore assustada. Logo o Bana disse-lhe: - Não te assustes porque ela parece tão assustada quanto tu! Olha, ela parece inofensiva. Vamos saber o que ela quer daqui.
Aos ouvir a falarem nem pude acreditar que era real. Quanto mais, eles me compreenderem!
- Olá! O que fazes aqui na nossa floresta?! Vens fazer-nos mal?! Questionou-me o Bana que era muito desenrascado.
- Não! Não vos quero fazer mal! Entrei aqui por acaso. Ando a explorar os montes da minha ilha e vislumbrar-me pelas magníficas paisagens. Mas vocês compreendem-me?! Disse incrédula.
- Claro! Respondeu o Bana com o peito esticado para a frente com um ar heróico. - Não nos conheces?! Perguntou.
- Ho sim, mas já à tantos anos que não vos via. Quer dizer, na tv, claro! Adorava ver as vossas aventuras e via os programas com muita atenção. A tua história de vida é linda. Teres sido criado por uma gata na presença de humanos e depois teres ido viver para a floresta só mostra que és um valentão :)
Nisso a Bana e a Flapi foram-se aproximando de mim. O Bana não teve medo nenhum  e até saltou para o meu colo e a Flapi com algum receio aproximou-se desconfiada. Fiz-lhe umas festinhas. Brinquei com eles e rebolei no chão envolvida pela brincadeira e gargalhadas. Nisto apareceram os outros amigos uns por entre as árvores,dentro delas, pelo chão e pelo ar. Foi uma festa.
De súbito lembrei-me que o meu marido devia de andar aflito à minha procura. Disse que tinha que me ir embora apesar de não apetecer mesmo nada. Convidei o Bana para ir jantar à minha casa prometendo que seria muito bem vindo e que me compremetia a traze-lo de volta à floresta. Ele aceitou, mas uma condição, que  a amiga pudesse ir também. Aceitei ainda mais contente por ter convidados tão ilustres para o jantar. Enfiei-os no bolso do casaco e atravessei a densa parede de árvores que separava a floresta do mundo real. Quando lá cheguei o meu marido estava mesmo a chegar, nem reparou a minha ausência (fiquei com a sensação de que o tempo parrou naqueles momentos que estive na floresta!). Contei-lhe o que se tinha passado e ele não acreditou. Só depois de apresentar os meu amigos é que ele finalmente acreditou. Continuámos a nossa aventura de regresso a casa na companhia dos meus amigos para irmos jantar.
Brincaram com o meu Simba (o meu gato) e com o meu filho que achou imensa graça aos esquilos vestidos e falantes. Para o jantar escolheram comer avelãs, nozes e amendoas pois não estavam acostumados a comer comida de gente. Para sobremesa tinha tarte de maçã e côco já essa, não disseram que não e até comeram bastante.



Ingredientes para o puré:

3 maçãs pequenas
4 c. de sopa de açucar areado (dispensa)
4 c. de sopa de água
Raspa e sumo de 1/2 limão

Ingredientes para o creme:

1 lata de leite condensado
Sumo de 1/2 limão
3 c. de sopa de côco ralado grado

Ingredientes para a cobertura:

4 maçãs
Canela e açúcar para polvilhar

Fiz assim:

Descasquei e cortei as maçã aos cubos e deitei num tacho com a água, o açucar, o sumo e a raspa de limão e deixei cozer. Triturei com a varinha mágica. Tornei a levar ao lume com o leite condensado, o côco até começar a engrossar.Desliguei o lume e juntei e o sumo de limão.
Forrei uma tarteira com uma placa de massa folhada e deitei o creme dentro. Polvilhei com canela. Descasquei as restantes maçãs e cortei-as em meias luas. Comecei do centro da tarteira para a periferia montando as fatias de maçã em jeito de flor.
Levei ao forno moderado durante mais ou menos 40 min. ou até verificar que a maçã estava cozida.


Tirem 10 minutos do vosso tempo para assistirem a um episódio das aventuras de Bana e Flapi.


"Na parte este dos E.U.A. vivia um esquilinho chamado Bana. Ele vivia na floresta com a sua família. Com a chegada da colonização houve um inevitável corte de árvores. O carvalho onde Bana vivia com a sua família foi cortado e assim perdeu a sua família.
Bana foi recolhido por um rapaz que o levou para a sua quinta e o deixou ao cuidado duma gata, que o criou.
Um dia deflagrou um incêndio na quinta e Bana foi salvo pela sua mãe gata da qual se separou na confusão.
Bana voltou ao bosque donde viera e ai, graças aos conhecimentos adquiridos pelos homens, salvou os seu amigos dos perigos dos caçadores e de animais ferozes.
Conheceu também outros animais, como Flapi, o seu amigo Cleto, a Doninha, o Picapau, o avozinho Mocho, os divertidos ratinhos Não e Nem e muitos outros amigos.
A série estreou em Portugal em 1980. No final dos anos 80 a série voltou a dar na RTP mas com outro nome "Puchi" e uma nova dobragem."
Texto retirado daqui.

E assim participo pela terceira vez no passatempo "Convidei para jantar" que desta vez foi acolhido pela simpática Su.

Beijinhos a todos que por cá passam :)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pizza up side down de salmão fumado para um convidado especial...

... Jamie Oliver. Um dos chefes de cozinha de que gosto muito. Um homem que cozinha com paixão. Um homem que gosta de meter as mãos na terra e colher os seus produtos frescos e biológicos. Um homem que trata os tachos por tu que faz uma refeição num ápice sem modestias e sem medos. Aprecio a sua forma desprocupada de cozinhar. Gosta muito de usar ervas aromáticas e faz as misturas mais atrevidas possíveis tornando os seus pratos muito aromáticos e saborosos. Um chef bem irreverente e confiante apesar da sua idade.  Quando o convidei para jantar cá em casa pensei em vários pratos possíveis. Nada que o pudesse surpreender, pois acho que isso é tarefa quase impossível.
Quando ele chegou convidei-o a visitar a minha pequena horta, que o meu marido cuida com muito carinho.
Mostrei-lhe as alfaces roxas que estão bem viçosas e colhi duas para fazer uma salada para o jantar. Os espinafres que teem me dado tanto jeito para os meus cozinhados. As minhas ervas aromáticas que estão muito envergonhadas não querendo dar muito nas vistas. As couves verdes e carnudas já prontas para um bom caldo verde com linguiça. As cebolas, alhos, alhos franceses e brócolos bem irados. Ervilhas e favas já com pequenas vagens. Os tomateiros ainda em crescimento e algumas coisas mais. Mostrei a minha horta com muito orgulho apesar de estar ainda em crescimento e ele demonstrou o seu apreço pela nossa iniciativa.  A minha vontade era ter usado os meus próprios legumes e verduras da minha horta na confeção do prato, mas não deu tempo deles crescerem, por isso contentei-me só com a deliciosa salada de alface e coentros da minha horta.



Quando chegámos a casa já tinha a pizza quase pronta e enquanto esperávamos ofereci uma Angelica dos Biscoitos e servi queijo da ilha e linguiça caseira da Agualva frita como petisco. Sabia que ele iria apreciar  os produtos da minha terra e não me enganei. Depois quis surpreende-lo com uma pizza ao contrário à qual dei o nome de "pizza up side down" tão irreverente como ele. E sabem que ele achou muita graça! Dizendo-me que a cozinha só funciona bem com criatividade e dedicação. Que tinha sido muito corajosa em servir um prato que nunca tinha experimentado antes. Claro que fiquei super contente vindo de uma pessoa como ele. Tive à vontade de lhe dizer que não tive a coragem de amassar a massa à mão como ele fazia. Ele limitou a rir e disse-me que isso iria mudar com o tempo e com a experiência. E que estava desculpada só porque a pizza estava uma delícia.




Ingredientes para a massa:

120 ml de água
100 ml de leite
1 c. de chá de sal
1 c. de chá de açúcar
30 g de azeite
25 g de fermento de padeiro
420 g de farinha de trigo tipo 65

Fiz assim:

Coloquei no copo da bimby a água, o leite, o sal, o açucar, o azeite e o fermento e programei 2 Min. Temp. 37º  Vel. 1. Adicionei a farinha e amassei 2 Min. Vel. Espiga. Retirei a massa e formei uma bola com as mãos. Deitei a massa numa tigela untada com azeite, cobri com película aderente e deixei dobrar o volume em local sem correntes de ar (costumo deixar dentro do micro ondas).

Ingredientes para o recheio:

1 fio de azeite
1 cebola cortada às rodelas
1 pimento vermelho cortado em tiras
1/2 pimento verde cortado em tiras
1 tomate cortado às rodelas
Cogumelos brancos e frescos cortado às rodelas
2 embalagens de salmão fumado em fatias
1 saco de queijo musarella ralado
Queijo da ilha ralado q.b
Oregãos secos
Molho de tomate com cogumelos - receita do molho de tomate da bimby, mas com a adição de cogumelos e o meu toque pessoal :)

(Essa quantidades deram para duas pizzas a outra irei deixar no receitas ao desafio!)

Fiz assim:

Na base da pizza deitei um fio de azeite. Seguido da cebola, tomate, os pimentos e os cogumelos. Depois deitei os queijos,os oregão e colheradas de molho de tomate com cogumelos. Tapei com a massa da pizza e levei ao forno quente mais ou menos por 40 minutos.

Uma fatia já servida no prato.

Virada ao contrário para verem o aspeto.

Desta forma participo no passatempo escolhido pela querida Ana do blog anasbageri que desta vez passou a iniciativa ao gourmets amadores e que foi muito bem recebido pela Suzana. Uma excelente iniciativa que vem a enriquecer o nosso mundo virtual. Ficamos todos a ganhar.

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Convidei para jantar...

... Slim do filme Enough (Nunca Mais)  interpretada por Jennifer Lopez. É um filme intenso uma mistura de emoções que me fez prender ao televisor. Slim representa uma personagem com muita coragem, persistencia e força.
Quando casou com Mitch (Billy Campbell), o homem de sua vida, foi a realização de um sonho.  Após a chegada de sua filha, o que parecia ser uma vida perfeita desmorona quando ela descobre o lado obscuro e obsessivo de Mitch, um alter ego controlador e abusivo que pode transformar confiança, amor e tranquilidade em terror.  Vítima de violência doméstica decide fugir. Finalmente Slim é forçada a contra atacar, envolvendo Mitch numa batalha física e psicológica, mostrando-lhe que não aceitaria esta situação NUNCA MAIS!
Uma personagem que gostaria de ter à minha mesa.
Servi um magnífico rolo de carne à wellington, que é um prato digno de semelhante personagem, feito à minha maneira. Acho que ela gostou, pois também gosta de cozinhar, foi o que descobri!
Conversamos sobre o que lhe tinha motivado para não ceder às pressões de seu marido. Sobre o que acha das mulheres que são vítimas nas suas próprias casas sem saberem como saírem dessa teia. E das suas aventuras durante a sua fuga, dos sítios por onde passou, das pessoas que conheceu e o que realmente aprendeu com essa situação.
Mostrou ser uma mulher muito decidida e firme nas suas convicções. Alegre, divertida e amiga. Vive para a sua filha, não fosse ela a força que a moveu.
Gostou muito do meu rolo de carne e quis levar a receita consigo para fazer em casa. Adorei a presença dela na minha casa e ficou o convite para quando ela puder lhe mostrar as nossas maravilhosas ilhas. :)



Ingredientes:

800 g de carne moída mista (carne de porco e carne de vaca)
2 cebolas picadas
4 dentes de alho picado
1 ramo de salsa picada
1 cenoura ralada
2 ovos
Pão ralado aromatizado com alho, salsa, piripiri *
1 c. de sobremesa de massa de malagueta dos Açores
Sal q.b

Ingredientes para o recheio:

1 embalagem de massa folhada pronta a desenrolar ultracongelada - marca Continente
2 queijos de bola mozzarella
1 frasco de espargos verdes – marca Continente
Pão aromatizado para envolver
Sementes de sésamo brancas para polvilhar

Preparação:

Numa tigela grande junte todos os ingredientes para o rolo menos o pão ralado. Amasse bem com as mãos e vá adicionando o pão ralado até conseguir formar uma bola.

Numa superfície plana entenda uma folha de papel de alumínio e polvilhe com pão ralado aromatizado. Estenda a bola de carne com as mãos formando um retângulo deixando uma pequena margem de cada lado.

Recheie o centro com os espargos previamente escorridos e com rodelas de queijo mozzarella. Enrole com cuidado apertando bem até formar um rolo tendo em atenção para não deixar o papel enrolado dentro do rolo. Aperte bem e endireite as pontas do rolo. Vai ao forno quente ainda embrulhado no papel de alumínio durante 30 minutos. Deixar arrefecer.

Numa superfície plana estenda as folhas de massa folhada do tamanho do rolo. Eu sobrepus ambas as pontas uma com a outra de forma a formar um retângulo, visto que estas eram redondas. Deitei o rolo em cima e dobrei as pontas para dentro começando pelas extremidades (tipo envelope). Pincelei com água e polvilhei com sementes de sésamo brancas. Levei ao forno por mais 30 minutos até alourar.

*para o pão aromatizado: Numa picadora deitar pedaços de pão duro com 1 dente de alho, um molho de salsa e uma piripiri das pequenas e sem sementes. Picar até conseguir a consistência desejada.



Deixo um pequeno excerto do filme... um dos meus preferidos.


Minha participação no passatempo da Ana.

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos