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sexta-feira, 15 de março de 2013

Chutney de beterraba com maçã depois do temporal


Os Açores teem sido fustigados com grandes chuvadas há alguns dias. Ontem foi dia de encerrar as escolas e ficar em casa em segurança, porque havia a possibilidade de derrocadas de terras e árvores. Aqui na zona  onde moro até nem houve grandes prejuízos, a não ser para as hortinhas que ficaram alagadas. Mas para o outro lado da ilha a devastação foi grande. Ribeiras sobrecarregadas que galgaram os caminhos destruindo tudo o quanto apareciam à frente, casas inundadas e famílias desalojadas. Mas o pior mesmo foi na Ilha de São Miguel que houve 3 mortes aluimento de terras que soterraram casas. As imagens que tem passados nos meios de comunicação são impressionantes  Arrepiam. Situações que não podemos evitar. A natureza é que manda.
Hoje no caminho para a escola tive que mudar de trajeto, a rua por onde costumo passar estava bloqueada por uma grande árvore impedindo a circulação de veículos e pessoas. A minha sorte é saio de casa sempre cedo, senão chegaria atrasada ao trabalho. Imprevistos que temos que contar em dias de temporal. Hoje o tempo está a ficar melhor (apesar de estarmos, ainda, em alerta vermelho) a chuva teima em não ir embora, mas espero que essa situação venha a melhorar durante o dia.

E o que fazer quando estamos em casa com muito tempo?! A minha sugestão é para que façam doces, bolos, compotas e chutneys!



Quantidade: cerca de 2 kg

Ingredientes:

1,5 kg de beterraba, descascar, cortar aos pedacinhos
3 cebolas, picadas
3 maçãs, descascadas e raladas
raspa e sumo de 3 laranjas
2 c. de sopa de sementes de mostarda branca, amarela ou pretas
3 bagas de cardamomo
1 c. de sopa de cravo-da-índia, moído
1 estrela de anis
1 pau de canela
1 c. de sopa de mistura de especiarias 
700 ml de vinagre de vinho 
700 g de açúcar amarelo

Faz-se assim:

Numa panela, deitei a beterraba e cobri com água. Deixei cozer em lume brando até conseguir espetar o garfo. Coei (guardando a água para o caso de ser necessária) e misturei bem os restantes os ingredientes. Deixei levantar fervura lentamente e deixei cozinhar em lume brando durante 1 hora, mexendo ocasionalmente, até o chutney engrossar.
Depois de pronto, deixei repousar durante 10 minutos, depois cuidadosamente coloquei em frascos esterilizados, virando os frascos com as tampas para baixo ainda quente para conseguir um vaco natural. 

Pode servi-lo de imediato, mas saberá ainda melhor depois de um mês. Pode armazená-lo durante 6 meses em local fresco e escuro. Depois de aberto, guardar no frigorífico e consumir no espaço de 2 meses.


Fonte: daqui

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos e um resto de boa semana para todos.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Massa de malagueta


No verão passado colhi bastantes pimentas do meu quintal. Umas entraram em conservas, outras salguei-as e outras fiz massa de malagueta. Já à muito tempo que tinha essa vontade e por isso pedi ao meu marido para plantar na nossa horta. Tivemos muita sorte com a plantação e o resultado foi ótimo, consegui fazer 1 kg de massa de malagueta que me dá para o ano inteiro para usar nos meus cozinhados e temperos.




Depois de calçar umas luvas (obrigatoriamente) arranjar as malaguetas, tirando-lhes os pés, as membranas e as pevides (se deixarem estas últimas, a massa ficará mais picante). Moer as malaguetas (na Bimby é muito rápido, mas podem usar um 1-2-3 ou um robot de cozinha qualquer.
Para cada kg de massa, juntar 200 g de sal grosso. Mexer e colocar uma tampa, deixando uma pequena abertura, ou cobrir com um pano. Todos os dias, mexer a massa, pelo menos uma vez. Ao fim de poucos dias, a massa estará pronta a utilizar. No entanto, deve-se deixar curar um mês, antes de a colocar em frascos esterilizados, pois só assim se conservará.



Como já repararam essa receita foi feito no verão, mas só agora é que cá chegou!

A receita fui buscar aqui da minha amiga Ilídia.

Espero que gostem da sugestão.

Beijinhos

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Beterrabas em conserva


Da minha horta tem chegado muitas beterrabas! Com elas tenho feito cremes e saladas. Mas são em quantidades que dão para comer quase todos os dias (se quisesse) o que não acontece. Então pensei em conservá-las para mais tarde quando elas faltarem, ter sempre à mão. Já assei algumas e depois de arranjadas congelei-as em sacos de zip. E fiz esta experiência. Depois de muitas pesquisas encontrei mais esta forma de conservar. E apesar de ainda não as ter provado, deixo aqui o resultado da minha experiência. Parece que já oiço as gargalhadas do pai natal por aí ;)


Ingredientes:

Cerca de 3 kg de beterrabas
1 3/4 cup de água (com o resto dos sucos das beterrabas que ficaram no fundo da tigela)
1 cup de açúcar
3 3/4 cup de vinagre de vinho branco
1 ou 2 grãos de pimenta rosa por cada frasco
1 estrela de anis por cada frasco
Fiz assim:
Depois de serem colhidas e arranjadas (cortar os talos com as folhas) foram lavadas e  secas pelo marido ;).  Deitei-as num tabuleiro e forrei com folha de papel de alumínio e levei a assar no forno quente entre 45 min. a 1 hora (espeta-se uma faca no centro da beterraba para ver se está cozida). Retirei do forno e ainda quentes e com uma faca descasquei-as debaixo de água corrente. É muito fácil descascá-las dessa maneira. Cortei-as em quartos e acomodei-as dentro de frascos esterilizados.
Enquanto as beterrabas assavam deitei os restantes ingredientes num tacho e levei ao lume a levantar fervura. Deixei ferver durante uns 5 minutos. Cobri as beterrabas com o caldo e tapei bem os frascos com as suas tampas.
Depois de todos os frascos estarem completos deitei-os num tacho alto com um pano no fundo para não baterem. Cobri com água e levantei fervura. Deixei ferver durante 10 minutos para ter a certeza que formaram vaco.




 

Espero que gostem da sugestão.


Votos de um boa semana para todos que passam por aqui.
P.S- Deverão aparecer mais novidades por aqui com as minhas beterrabas! Fiquem atentos ;)

Adaptado daqui

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Perrexil uma colheita inesperada



Num dos passeios que dei nas férias com os meus tios fomos visitar a caldeira das Lajes e as suas novas piscinas, que é um lugar muito acolhedor e sossegado para quem gosta de usufruir de piscina. Confesso que gosto de piscina, mas é no caso de ser impossível usufruir do mar, que adoro. Este ano foi um ano de águas quentes deliciosas para passar muitas horas dentro dela. Por outro lado houve o inconveniente das águas vivas que também gostem do mesmo. Principalmente as praias viradas a norte da ilha. Mas como moro para sul sempre tive mais sorte:). As Lajes é uma freguesia que fica a norte, não tem praias devido à sua fisionomia, grandes rochas e altas, impossível de haver praias para banhos. Estas piscinas vieram beneficiar os habitantes da freguesia e não só que gostam de piscina e sempre é uma alternativa à praia de areia como são as da Praia da Vitória.
Com isso quero dizer que mesmo afastada do blogue, a minha vontade de inovar e experimentar sabores e produtos novos nunca me abandonou. E lá sentada num muro à beira da Caldeira a saborear um gelado (que foi novidade para mim, mas doce demais:) e a contemplar a belíssima vista para o mar que reparei que nas rochas havia plantas e flores.
 E curiosa aventurei-me rochas fora para explorar tal existência. Deparei-me com imensas quantidades de perrexil. Como estava com vontade de experimentar fazer a conserva desta planta depois de a ter saboreado como entrada no restaurante da Quinta do Martelo*  e que gostei particularmente do seu sabor perfumado. Não resisti e colhi um raminho para me aventurar nessa conserva.
E lá fui toda contente para casa com todo o cuidado com o meu perrexil para que nada de mal lhe acontecesse:).

Sem pensar muito levei para a mesa uma colher de sal marinho, vinagre de vinho branco e um frasco esterilizado.


Depois de lavar o perrexil deitei-lhe no frasco bem acondicionado. Deitei o sal e cobri com vinagre. Fechei a tampa e deitei o frasco em cima do frigorífico.


Esperei ansiosamente que depressa passá-se 2 semanas... e aqui está ele pronto a ser consumido.
Já experimentei com curtume como entrada e a acompanhar peixe assado... uma delícia.
Se não fosse este temporal que está por aqui que trouxe com ele fortes chuvadas, já tinha ido colher mais algum para fazer mais um frasquinho. É que este que aqui está já não se encontra assim ;)
*(restaurante típico da ilha que é lindo decorado à moda antiga com objetos que não via à anos. Com uma taberna, uma mercearia, uma cozinha e uma casa de banho "retrete" como chamavam, tudo como antigamente).
Patrícia  já tem no seu blogue e ao que parece já quase é negociadora do produto ;) O que é isso amiga?! Brincadeirinha :):):)
Espero que gostem da sugestão.
Beijinhos e até breve.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Curtume ou Pickles

Antigamente faziam curtume em quase todas as casas era um processo comum, porque era uma forma se aproveitar legumes por muito tempo.
E eu decidi experimentar, e foi o que fiz... 



Ingredientes:


Tomate verde
Caiotas ou chuchus
Cenouras
Pimento Vermelho e verde
Malaguetas vermelhas e verdes
Cebolas
Couve flor
Vinagre
Sal

Fiz assim:

Lavei os legumes e parti aos bocados, só a caiota, as cebolas e as cenouras é que são descascadas.
Arrumei bem apertados os legumes em frascos esterelizados cobri com vinagre e uma colher de sobremesa de sal por cada um.
Fecha-se bem com as tampas e reservam-se por uns 5 dias. Depois é só comer com saladas, com carnes grelhadas ou simplesmente sem nada,lol.
E assim se conservam por muito tempo. Depois de aberto arrumam-se no frigorífico.


 P.S- O resultado é idêntico aos pickles de compra, mas com mais vantagens, muito mais saudável.

Beijinhos